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Tevê por assinatura continua registrando recordes de reclamações

Reclamações contra operadoras não param de crescer. Em 2013, 268 mil foram encaminhadas à agência que regula o setor de telecomunicações. Neste ano, os Procons registram 3 mil processos. Serviços ruins e mau atendimento encabeçam a lista

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postado em 19/04/2014 08:00 / atualizado em 19/04/2014 09:26

Guilherme Araújo

Má qualidade do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), dificuldade de cancelamento, cobranças indevidas e falhas na transmissão do sinal. Essas são algumas das principais reclamações dos clientes de empresas de tevê por assinatura registradas na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e nos órgãos de Defesa do Consumidor (Procons). As queixas batem recorde a cada ano, sugerindo falta de comprometimento das companhias com a melhoria da qualidade dos serviços prestados.

Cristiano Gomes/CB/D.A Press


Neste ano, de janeiro até a última quinta-feira, os Procons espalhados pelo país registraram mais de 3 mil queixas contra as operadoras. Em todo o ano passado, o número passou de 11 mil. Apesar de procuradas para dar explicações, aparentemente as empresas têm ignorado os institutos, o que vem levando os consumidores a buscar cada vez mais a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para tentar solucionar os problemas. Em 2013, o órgão regulador recebeu 268,2 mil reclamações de clientes de tevê por assinatura, 46,7% a mais do que em 2012.

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O estudante Luan Calaça Alves contratou um pacote de R$ 220 mensais da GVT, que incluía um canal específico de esportes, que, no entanto, foi suprimido sem aviso prévio. Quando percebeu o problema, Luan resolveu ligar para a empresa para saber o que havia acontecido. “Não souberam explicar. Apenas confirmaram o cancelamento do serviço”, diz. Descrente da competência do SAC da empresa e do Procon-DF, o estudante recorreu diretamente à Anatel para solucionar o caso.

“Os serviços prestados são caros e precários. O SAC não resolve na primeira ligação. Sempre transferem a chamada para umas três pessoas e é preciso explicar todo o problema novamente. Na Anatel, sei que a empresa tem prazo de cinco dias úteis para atender minha solicitação. Por isso, prefiro ligar para o órgão regulador”, afirmou Luan Alves. Acionada pela agência, a GVT ofereceu ao estudante um canal equivalente pelo mesmo preço do que havia sido cancelado. Outro problema destacado pelo consumidor é a queda frequente do sinal quando chove. “Não adianta ligar para reclamar porque o técnico só vai aparecer no dia seguinte. Até lá, o sinal já voltou”, observa.

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