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Empresas aéreas continuam punindo consumidores em programas de milhagens

De nada têm adiantado as reclamações contra os abusos nos programas de milhagens. As empresas aéreas dão as costas para a Justiça e exigem cada vez mais da clientela

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postado em 19/04/2014 10:09 / atualizado em 19/04/2014 10:32

Guilherme Araújo , Bárbara Nascimento

Caio Gomez/CB/D.A Press
Apesar de terem sido levadas à Justiça pela associação de consumidores Proteste, por abusos nos programas de milhagens, as empresas aéreas continuam punindo aqueles que recorrem ao benefício. Por apenas um trecho de ida de Brasília para o Rio de Janeiro, a Gol está exigindo 50 mil pontos se a viagem for feita na quarta-feira da semana que vem, conforme pesquisa do Correio. Na mesma data, a empresa exige 39 mil pontos para o trecho entre a capital do país e Buenos Aires. Isso, apesar de a cidade argentina ficar a 2,9 mil quilômetros, mais do que o dobro da distância do Distrito Federal para o Rio (1,2 mil quilômetros). A distorção se repete quando a viagem é de Brasília para Fortaleza. São exigidos 50 mil pontos, o mesmo cobrado por um trecho entre o DF e Montevidéu, no Uruguai.

Segundo a Gol, não há o que questionar. A exigência de 50 mil pontos para apenas um trecho de ida entre Brasília e o Rio é por causa do feriado, no dia 23, na capital fluminense. Os bilhetes do sistema de milhagens da empresa, o Smiles, se esgotaram. Assim, quem deixou para a última hora ou usa os 50 mil pontos ou recorre a um modelo combinado, em que se paga uma parte da passagem com pontos e uma parte em dinheiro. Nesse caso, se o cliente entregar 500 pontos, tem que desembolsar até R$ 1.418,15. Se a opção for por usar 1 mil pontos, a empresa exige R$ 1.343,51. Para o pagamento de 17.500 milhas, são necessários mais R$ 1.009,39. Normalmente, um trecho desse custa, em média, R$ 200. Para a Gol, esse sistema combinado é mais viável do que não ofertar assentos aos clientes Smiles.

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Na TAM, a exigência para o mesmo trecho entre Brasília e o Rio de Janeiro é de até 30 mil pontos. O que também é considerado abusivo pelos órgãos de defesa dos consumidores, pois, em geral, a cobrança é de, no máximo, 10 mil pontos. A empresa informou que, “quanto mais cedo é feita a troca (de pontos), mais chances (os clientes têm) de encontrar um bilhete promocional com menos milhas”.

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