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Maior parte dos brasileiros deixa a declaração do IR para última hora

Cerca de 16 milhões de contribuintes ainda não prestaram contas

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postado em 20/04/2014 07:00 / atualizado em 19/04/2014 20:05

Bárbara Nascimento

Danilson Carvalho/CB/D.A Press

Faltando 10 dias para o fim do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda (IR), 16 milhões de brasileiros ainda não prestaram contas ao Leão. Dados da Receita Federal mostram que, até a última quinta-feira, somente 11,4 milhões dos 27 milhões de contribuintes haviam enviado os formulários. Para aqueles que têm restituições a receber, pode ser um bom negócio deixar o acerto com o Fisco para a última hora.

Como, tradicionalmente, a Receita empurra essas pessoas para o fim da fila, durante as devoluções, os tributos serão corrigidos pela taxa básica de juros (Selic), que está em 11% ao ano e pode subir um pouquinho mais, a 11,25%, em maio. Não há hoje, no mercado, nenhuma aplicação financeira que dê esse tipo de retorno. A tradicional caderneta de poupança, por exemplo, paga 6,17% ao ano. Os fundos de renda fixa têm rendido, em média, 7% anuais.

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Mas, como tudo tem o outro lado, é importante ficar atento. Ao deixar a entrega do IR para a última hora, os riscos de erros no acerto de contas com o Leão aumentam muito. E mais: aqueles que têm imposto a pagar terão as parcelas corrigidas pela Selic. “Por isso, é sempre bom ponderar todas as possibilidades para que, ao fim do processo, não se saia no prejuízo”, diz o consultor Antonio Teixeira, da IOB Folhamatic. Outra ressalva: muita gente costuma antecipar as restituições com os bancos. Os juros médios dessas operações estão em 3% ao mês ou 42,5% ao ano. Quer dizer: quanto mais demorar a restituição, mais encargos se pagará aos bancos. E não há Selic que compense isso.

Os especialistas alertam ainda para outro problema comum aos atrasados. Com tanta gente para enviar informações à Receita, a possibilidade de o sistema ficar congestionado é grande. Isso ocorreu em anos anteriores. O contribuinte que ficar na mão e perder o prazo para a declaração — que acaba em 30 de abril — está sujeito ao pagamento de multa de 1% ao mês. O mínimo é de R$ 165,74 e o máximo, de 20% do imposto devido.

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