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Inflação ficará dentro do limite neste ano, avalia ministro da Fazenda

Segundo Mantega, a boa notícia é que, seguindo a trajetória de todos os anos, país tem dois meses de pressão inflacionária, e, em seguida, a inflação começa a recuar

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postado em 23/04/2014 13:01

Rosana Hessel

Ao contrário do mercado, que espera que a inflação saia do controle neste ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está confiante que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficará abaixo do teto meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5% ao ano. “Tenho certeza que vamos terminar o ano dentro do limite de 6,5%. Não vamos ultrapassar o teto”, garantiu ele nesta quarta-feira (23), em entrevista coletiva após o lançamento do Portal Único de Comércio Exterior, feito na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Vamos voltar a conversar daqui a um mês ou dois e aí vocês verão o ver que a inflação estará em um patamar mais baixo e é assim que acontece todo o ano. No ano passado, aconteceu a mesma coisa. No retrasado também”, afirmou.

Nelson Almeida/AFP


Na avaliação de Mantega, o período de elevação inflacionária que o país atravessa estava previsto. “Todo ano acontece esse processo. Ele é sazonal, portanto. Mas tem a ver também com condições meteorológicas. Neste ano, temos menos chuva e isso fez com que subissem alguns produtos, principalmente, hortifrutigranjeiros”, explicou. “A boa notícia é que, seguindo a trajetória de todos os anos, você tem dois meses de pressão inflacionária, e, em seguida, a inflação começa a recuar. Os indicadores demonstram que a inflação já começou a recuar, de modo que, em maio e em junho, ela será mais baixa. É claro que sempre tem algum produto com alguma sazonalidade ou que está na entressafra, que poderá subir. Porém, a maioria dos produtos estará reduzindo o seu preço ao longo dos próximos meses”, completou.

O governo também aposta na redução do preço do etanol, um dos vilões do IPCA neste início do ano, para minimizar as pressões inflacionárias. “Estamos no período em que o etanol aumenta a sua produção. Estamos começando a safra do etanol. E isso vai ajudar a baixar a inflação e isso vai acontecer entre maio e junho, quando vamos ter o menor preço do etanol e, portanto, menor preço da gasolina”, afirmou Mantega.

Metodologia mantida

O ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo não tem intenção de mudar a metodologia de cálculo da inflação, como retirar os alimentos do IPCA, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O governo não está estudando mudar os índices dos critérios de avaliação da inflação. Não sei quem tirou essa ideia, mas ela não procede. Quem faz isso são os Estados Unidos. Eles retiram alimentos e combustível do índice principal. Nós não fazemos isso e continuaremos da mesma maneira, usando os mesmos critérios”, afirmou.

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