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Preço das passagens aéreas aumentaram 4% em 2013, segundo a Abear

Guilherme Araújo

Publicação: 23/04/2014 20:18 Atualização: 23/04/2014 20:19

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) teve que explicar nesta quarta-feira (23/4), na Câmara dos Deputados, por que as companhias áreas cobram preços abusivos nas passagens. O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, alegou que o custo do querosene é o vilão do setor. “O combustível representa cerca de 42 % do preço das passagens no Brasil. A média mundial e de 33 %”, justificou. Os valores aumentaram cerca de 4 % ano passado se comparado com 2012.

Outra fator que infla os preços, segundo Sanovicz, é a cobrança do custo do transporte de combustível por navio. “Paga-se cerca de 1,3 % para a marinha mercante e não sabemos o motivo. A aviação brasileira sobrevive um ambiente de negócio bastante complicado. Do anno passado para cá, o bicho pegou. As coisas se complicaram de maneira super série”, disse o presidente da Abear ao solicitar apoio do Congresso Nacional para por em pauta a tributação estadual do ICMS, que varia de 12 % a 25 % em algumas regiões. “É um modelo tributário que não tem paralelo no planeta”, pontuou Sanovicz.

O gerente de Análise Estatística da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Cristian Vieira dos Reis, acredita que o limite de capital estrangeiro, que é de 20 %, dificulta uma maior concorrência no setor aéreo, fundamental para reduzir o preço das passagens. “Existe uma proposta de flexibilização desse limite e até mesmo da eliminação dessa quantia que circula no Congresso. Esperamos que vá para frente”, observou. Ele defende a revisão do Código Brasileiro de Aeronáutica elaborado em 1986.

O deputado Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB-PE) informou que o projeto que altera esse código está pronto para votação em plenário, e tem uma emenda tratando do aumento da participação estrangeira, mas disse ao Correio que “por decisão do próprio governo, o assunto não é colocado em pauta. Queremos que o percentual de capital estrangeiro suba para 49%”.

A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, participou da audiência e destacou quais são as principais reclamações dos consumidores. “O serviço é caro, ruim e inseguro. As regras das milhagens não são transparentes e as reclamações sobre o valor das passagens aéreas são frequentes”, ressaltou. Ela destacou ainda que alguns aeroportos brasileiros estão entre os piores do mundo, como o de Brasília.

O gerente de Análise Estatística da Anac, Cristian Vieira dos Reis, reconheceu que os aeroportos ficaram anos sem receber investimentos do governo, mas acredita que, após as reformas, as reclamações dos consumidores reduzirão. “Esperamos que quando os tapumes forem retirados, possamos perceber os benefícios. São bilhões de reais previstos para o setor nos próximos 25 anos”, constatou.
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