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Expectativas de longo prazo mostram que inflação está mais persistente

Queda na confiança no esforço do BC em manter o IPCA dentro da margem prevista tornou mais difícil controlar o índice, além de sinalizar nova elevação de juros no futuro

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postado em 27/04/2014 08:05

Paulo Silva Pinto

A persistência da inflação no Brasil intriga o mundo. Acaba de ser publicado trabalho de Shaun Roache, economista do Fundo Monetário Internacional (FMI), que compara o país com outros 10 onde o sistema de metas de inflação também é adotado. O estudo Inflation Persistence in Brazil – A Cross Country Comparison (Persistência da Inflação no Brasil – Comparação entre países) se soma a vários outros, anteriores, sobre o tema. Está no site do FMI (www.imf.org) e é publicado com a ressalva de que não reflete necessariamente as opiniões da instituição.

Embora se trate de um padrão, esse aviso é um alívio para o governo, pois as conclusões de Roache são bastante preocupantes. Ele sugere algo que já foi percebido pelos mercados aqui e no exterior: a inflação se tornou mais resistente em razão da perda de confiança quanto ao esforço da autoridade monetária para levá-la ao centro da meta.

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O economista menciona duas hipóteses para a persistência: a indexação e a perda de credibilidade do BC. A primeira aparece mais quando se observa a inflação passada. A segunda, nas apostas para anos seguintes. O esforço para corrigir alguns preços todos os anos é um velho conhecido dos brasileiros. No caso do aumento nas expectativas, o que se vê, conforme o estudo, é um contraste com a das outras nações analisadas, como México, Colômbia, Peru e Turquia.

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