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Crescimento deve ser retomado, mas de forma gradual, afirma Mantega

O ministro lembrou que 2013 foi um ano difícil para todos os países, que cresceram menos

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postado em 29/04/2014 12:02 / atualizado em 29/04/2014 12:30

Rosana Hessel

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está cada vez mais fazendo um discurso eleitoreiro e passou a focar na área social em seus discursos, além de continuar falando com o otimismo característico em relação à combalida economia brasileira.

Nesta terça-feira (29/4), durante uma palestra no Seminário Brasil Novo, na Câmara dos Deputados, Mantega reiterou que a economia mundial está se recuperando e o país recuperará o crescimento, mas de forma gradual. No entanto, ele também fez um balanço da redução da pobreza no país durante os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e aproveitou para destacar para uma plateia com mais cadeiras vazias do que cheias, o aumento de 66 milhões para 118 milhões o número de pessoas na classe média.

Antonio Cruz/ Agência Brasil


O número um da equipe econômica de Dilma aproveitou para destacar o único dado positivo na economia que é a baixa taxa de desemprego no país, atualmente em 5,1%, especialmente durante e após a crise financeira global estourada em 2008. “Não tem valor mais importante no país do que gerar emprego para a população brasileira e esse objetivo tem sido cumprido com bastante eficiência nos últimos 11 anos”, afirmou Mantega destacando que, nesse período, houve a formalização de mais de 20 milhões de empregos. “E continuamos gerando esse volume de crescimento importante. Absorvemos a mão de obra disponível na economia mesmo nos anos mais difíceis, o que não é trivial, porque nos outros países se gerou um grande contingente de desempregados e que continua existindo”, disse ele.

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O ministro aproveitou o seminário para criticar os mais pessimistas do mercado e afirmou que quem apostou na teoria de que os países emergentes estavam em crise errou e “fez análises rasas”. “As moedas que tinham se desvalorizado começaram a se valorizar, jogando por terra algumas teorias. O real foi a divisa que mais se valorizou. Nos últimos três meses, subiu 8,29% e voltou ao patamar antes da crise nos emergentes”, disse.

O ministério da Fazenda prevê crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB), neste ano, e de 3%, em 2015, e de 4% em 2016 e 2017. “Temos boas perspectivas de recuperar um crescimento mais vigoroso na economia brasileira. A crise internacional que afetou os países nos últimos cinco anos está arrefecendo e, portanto, abrindo as perspectivas de um novo ciclo de expansão da economia mundial”, destacou Mantega. Para ele, as economias avançadas, que estiveram no epicentro desses últimos cinco anos de crise, ainda têm vários problemas para resolver. “Devagarinho, eles vão conseguindo ter um desempenho melhor. Por isso, nossas projeções são modestas, mas poderemos ter um desempenho melhor que o proposto”, disse.

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