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Cerca de 1,4 milhão de britânicos trabalham sem garantias de horas Cerca de 13% dos empregadores entrevistados pelo ONS reconheceram que utilizam este tipo de contrato

France Presse

Publicação: 30/04/2014 11:44 Atualização:

Londres - Cerca de 1,4 milhão de pessoas na Grã-Bretanha são empregadas sob contratos "Zero Hora", que não garantem um número mínimo de horas de trabalho e, portanto, nenhum salário, indicou nesta quarta-feira (30/4) o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS).

A divulgação destes dados reavivou a polêmica sobre este símbolo da ultraflexibilidade do trabalho vigente na Grã-Bretanha, em particular desde o último relatório que indicava apenas 583.000 contratos "Zero Hora".

Cerca de 13% dos empregadores entrevistados pelo ONS reconheceram que utilizam este tipo de contrato. Esse número chega a 50% entre as empresas de turismo, restauração e alimentação.

Os estudantes, as mulheres, os jovens com menos de 25 anos e os idosos com mais de 65 anos são os que mais sofrem com tais contratos, segundo o ONS.

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Os sindicatos reagiram violentamente e criticaram o governo que "blefa sobre a recuperação da economia, quando há mais de 1,4 milhão desses contratos".

"O trabalho precário, sem garantias de horas pagas, já não está mais confinado às fronteiras do mercado de trabalho", denunciou o secretário-geral da confederação sindical TUC, Frances O'Grady.

Mas o governo conservador-liberal-democrata considera que se trata de uma "flexibilidade bem-vinda", nas palavras do ministro das Empresas Vince Cable.

No entanto, o ministério declarou que vai estudar a cláusula de exclusividade de alguns destes contratos, que não garantem trabalho nem salário, mas impedem que o contratado trabalhe para outras empresas.

Um ano após as eleições legislativas, o líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, anunciou que ao chegar ao poder acabaria com a "epidemia" dos contratos "Zero Hora".

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