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Grupo de mineração Rio Tinto apresenta queixa contra Vale e Benny Steinmetz

De acordo com o grupo anglo-australiano, queixa "detalha a atividade ilegal"

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postado em 30/04/2014 14:55

France Presse

Londres - O grupo de mineração Rio Tinto anunciou nesta quarta-feira (30/4) que apresentou uma queixa nos Estados Unidos contra a sua rival brasileira Vale e o bilionário franco-israelense Beny Steinmetz em um caso relacionado a uma das maiores jazidas de minério de ferro, Simandou, na Guiné.

A queixa, aberta em Nova York, "detalha a atividade ilegal" que levou em 2008 à perda pela Rio Tinto da concessão adquirida dois anos antes para a exploração de dois blocos da jazida, de acordo com o grupo anglo-australiano. Estas licenças foram entregues posteriormente à BSG Resources, o grupo de Beny Steinmetz, e à Vale.

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A Rio Tinto exige uma indenização em relação a este caso. O grupo ressalta que esta queixa não visa o Estado da Guiné, com o qual alcançou um acordo há três anos, e com quem continua a trabalhar na parte sul da concessão.

Uma licença de exploração para os dois blocos havia sido emitida em 2008 ao grupo BSG Resources, que vendeu 51% de suas ações para a Vale por 2,5 bilhões de dólares.

O governo da Guiné, chocado com o enorme valor, cancelou a licença do BSG Resources, enquanto o grupo é alvo de dois processos judiciais por corrupção, nos Estados Unidos e na Suíça, sobre as circunstâncias obscuras da aquisição de seus direitos de mineração na Guiné.

O atual presidente da Guiné, Alpha Condé, expressou nesta quarta-feira seu apoio a uma participação da Vale na disputa pelas duas licenças suspensas da jazida Simandou.

"A Vale não está envolvida na corrupção", argumentou em entrevista coletiva em Genebra. A mina de Simandou, no sudeste da Guiné, abriga um dos maiores depósitos de ferro do mundo.

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