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Desemprego atinge níveis baixos, mas economistas apontam futuras mudanças

Nível de desemprego está entre os mais baixos da história, mas o mercado já mostra arrefecimento. Para empresários, seguidas altas de salários reduziram lucro e competitividade, o que também limita o avanço do Produto Interno Bruto

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postado em 01/05/2014 07:00 / atualizado em 01/05/2014 07:56

Paulo Silva Pinto

Danilson Carvalho/CB/D.A Press


Há boas razões para a efeméride de hoje ser chamada de festa do trabalho. “A situação é confortável”, resumiu a economista Lucia Garcia, coordenadora da pesquisa de emprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). A instituição divulgou ontem o índice de desocupação de março em seis regiões metropolitanas do país, de 11%. É um alívio perto dos 20% de 2003, o pior desde que a pesquisa começou a ser feita, em 1998.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também são alvissareiros. O índice fechou o ano passado com média de 5,4%, a mais baixa desde que começou a ser realizada, em 2003 — os números são maiores do que os do Dieese, principalmente porque a metodologia inclui apenas quem rejeita bicos enquanto procura uma vaga profissional.

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“Em encontros internacionais, somos a vedete. O governo do Japão está fazendo um estudo, vai mandar técnicos agora em maio, para entender como um país com um PIB que cresce pouco, como o nosso, consegue ter pleno emprego. É um negócio que as pessoas que não estão no meio não entendem”, afirmou o ministro do Trabalho, Manoel Dias. “Poucos países estão criando vagas com o Brasil”, atestou o economista Marcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Fundação Perseu Abramo, do PT.

Graças a esse desempenho, a renda salarial vem crescendo também a níveis mais altos do que em outros países (veja quadro). Para alguns economistas, porém, o descompasso entre o desempenho do mercado de trabalho e do restante da economia é insustentável. “Os salários não podem crescer mais do que a produtividade por longo período”, sentenciou o gerente executivo de Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Roberto da Fonseca. “As empresas não demitem porque não querem perder empregados mais qualificados. Mas chegará o dia que não terão mais como segurá-los.”

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