Economia
  • (1) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Guerra por reajuste do salário mínimo será acirrada, mesmo com PIB fraco Manutenção da regra que eleva o rendimento do mínimo acima da inflação será usada por sindicatos para reivindicar ganhos reais nas negociações

Paulo Silva Pinto

Publicação: 02/05/2014 08:18 Atualização:

Para Dias, reajustes favorecem empresas graças ao aumento do consumo (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Para Dias, reajustes favorecem empresas graças ao aumento do consumo

A manutenção da regra do reajuste do salário mínimo acima da inflação deverá favorecer novas reivindicações de aumento salarial acima da inflação, apesar do crescimento fraco do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos — em 2014, deverá avançar apenas 1,8%. A presidente Dilma Rousseff anunciou, na noite de quarta-feira (30/4), que o governo pretende enviar ao Congresso Nacional projeto de lei com a proposta de manter o mecanismo, estabelecendo aumento de acordo com a inflação do ano anterior e ganho real pela elevação do PIB de dois anos antes.

“A política de valorização do salário mínimo é importante porque tem puxado outras categorias. A maioria tem conseguido aumentos acima da inflação”, afirmou nessa quinta-feira (1º/4) Graça Costa, secretária de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do país. “Temos tido muitas vitórias”, disse. Na próxima semana, as centrais deverão debater no Congresso uma centena de projetos que consideram prioritários para o trabalhador, incluindo a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais.

Leia mais notícias em Economia

Com a baixa taxa de desemprego no país, os sindicatos de trabalhadores ficam mais fortes para reivindicar reajustes nas mesas de negociações com os patrões, explicou a economista Lucia Garcia, coordenadora da pesquisa de emprego e desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). “Um dia é da caça e outro do caçador”, pontuou. Em março, o desemprego medido pelo Dieese foi de 10,3%, quase a metade do que se via há uma década. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que usa critério diferente, registrou taxa de 5% no mês.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Marcos Andrade
Esse furdunço todo é para dar uma miséria de aumento no salário mínimo que não cobre nem a metade do que a Constituição diz. Se fosse salário de político já tinha sido aumentado em mais de 100% rapidinho. | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.

PUBLICIDADE



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas