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Políticos trocam farpas nas comemorações do Dia do Trabalhador

Candidatos de oposição criticam corrupção, carestia e gestão da Petrobras em evento da Força Sindical. Representantes do governo revidam ataques e são vaiados. CUT e outras centrais fazem encontro paralelo

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postado em 02/05/2014 08:35 / atualizado em 02/05/2014 08:34

Vera Batista

Marcos Alves/Agência O Globo

As comemorações do Dia do Trabalho nessa quinta-feira (2/5) viraram palco de disputa entre governo e oposição. No evento da Força Sindical, no Campo de Bagatelle, na zona norte de São Paulo, os discursos foram de crítica à corrupção, à escalada inflacionária e à gestão da Petrobras. Representantes do Executivo também falaram e foram vaiados. O presidente da central, deputado federal Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), incentivou o público a dar uma “banana” simbólica a Dilma — citando o ato de racismo dirigido ao jogador brasileiro Daniel Alves, do Barcelona. E fez prognósticos sombrios para o futuro da presidente.

“Vocês viram aquela banana para o Daniel Alves? Têm coragem de mandar uma banana para a Dilma? Toma aqui, presidente!”, gritou Paulinho, como é conhecido. Ele preside seu partido, que está na oposição, apesar de a Força ser ligada ao PDT, integrante da base. “O governo, que deveria dar exemplo, está atolado na corrupção. Se o governo fizer o que a presidente Dilma falou, quem vai parar na Papuda é ela”, enfatizou. Chamou ao palco o humorista Márvio Lúcio, o Carioca do programa Pânico, caracterizado como Dilma, e disse que a figura era “mais feia que o diabo”. No evento, com shows de artistas, foram sorteados 19 carros Hyundai HB20.

Marcos Alves/Agência O Globo


Ao lado do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Paulinho criticou a ausência de Dilma, a única dos três primeiros colocados nas pesquisas de intenção de votos que não estava lá. Ela foi representada pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, e pelo secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ambos vaiados pelo público. Dias disse, em seu discurso, que “Paulinho não precisava ofender a presidente”. Também em meio às vaias, Gilberto Carvalho afirmou que o trabalhador brasileiro sabe que os 12 anos do PT foram os melhores para eles e que houve perdas salariais no governo de Fernando Henrique Cardoso. “Ele quer voltar na figura do Aécio”, disse.

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Dirigindo-se ao público, o senador tucano criticou Dilma. “Infelizmente a presidente fala em dialogar com os trabalhadores, mas eu não a vejo aqui hoje”, disse. Para Aécio, a primeira mandatária “protagonizou um momento patético da vida pública deste país” em seu discurso de quarta-feira à noite. “Ela utilizou um instrumento de Estado, que é a cadeia de rádio e televisão, para fazer proselitismo político, para atacar adversário. As medidas que ela anuncia vêm na direção daquilo que já vínhamos defendendo há muito tempo”. Aécio também atribuiu à presidente a crise da estatal brasileira de petróleo. “Ela acha que a crise da Petrobras é culpa da oposição, mas é daqueles que fizeram dela um balcão de empregos”, reforçou.

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