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Inflação desacelera o varejo e lojistas apontam queda no ritmo de vendas

Perda do poder de compra do consumidor leva à mudança de hábitos

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postado em 06/05/2014 08:11

Deco Bancillon

Gustavo Moreno/CB/D.A Press

A carestia não está sendo sentida apenas no bolso do consumidor, mas também no desempenho do varejo, aquém do esperado. Do otimismo que alguns lojistas esboçavam no início de ano, restou só a frustração com os resultados apurados até agora, com gradual elevação dos estoques. As vendas, que até 2010 avançavam a um ritmo superior a 10% ao ano, desaceleraram para 5% no acumulado em 12 meses até fevereiro, período que inclui período como o natal e ano-novo. Não por acaso, analistas passaram a prever dias difíceis para 2014.

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A Confederação Nacional do Comércio (CNC) estimava em 6,5% a alta nas vendas do varejo em 2014. Baixou a previsão para 6%, depois para 5,5% até chegar em 5%. “A gente está revisando esse número, e a tendência é de que continue caindo à medida que outros maus resultados da economia forem aparecendo”, explicou o economista Bruno Fernandes, um dos responsáveis pela projeção. “Hoje, tudo leva a crer que 2014 será ainda pior do que no ano passado”, assinalou.

Orçamento apertado

Em 2013, o varejo cresceu 4,3%, o pior resultado em 10 anos. No mesmo ano, a massa salarial real, que considera os rendimentos recebidos pelos trabalhadores descontada a inflação no período, avançou só 2,8%, a menor variação desde 2007. “O que explica os maus resultados é a inflação, que corrói o poder de compra das famílias e, por tabela, o espaço no orçamento para novas compras”, disse Marianne Hanson, também economista da CNC.

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