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Rio: Arquitetos, engenheiros e geólogos de prefeitura vão parar atividades O Seaerj informou que os salários da prefeitura estão com defasagem de cerca de 70% em relação ao mercado, o que provoca a evasão de profissionais

Agência Brasil

Publicação: 06/05/2014 19:58 Atualização:

Engenheiros, arquitetos e geólogos da prefeitura do Rio de Janeiro decidiram nesta terça-feira (6/5) em assembleia paralisar as atividades na próxima semana por três dias: terça-feira (13/5), quarta-feira (14/5) e quinta-feira (15/5). Cerca de 800 pessoas participaram da votação.

As categorias reivindicam melhorias salariais. O presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj), Joelson Zuchen, informou que os salários da prefeitura estão com defasagem de cerca de 70% em relação ao mercado, o que provoca a evasão de profissionais e a não reposição do quadro.

“Hoje, um engenheiro entra na prefeitura com salário de aproximadamente R$ 4 mil líquidos, muito abaixo do mercado. Muitos abandonam o cargo após conseguirem um emprego melhor e alguns nem sequer tomam posse”, explicou ele. “Queremos o salário inicial que está sendo oferecido em outros concursos, em torno de R$ 8 mil”, explicou.

Zuchen argumentou que a proposta já foi apresentada ao prefeito Eduardo Paes, que não deu resposta. “Estamos abertos à negociação. O prefeito disse que daria uma resposta em 30 dias, mas passaram-se 60 dias e parece que ele esqueceu. Por isso resolvemos paralisar”, completou ele.

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Na terça-feira, haverá manifestação do grupo no Cais do Porto, a partir das 10h. Na quarta, está prevista ida à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), às 14h. Na quinta, será realizada nova assembleia na sede da Seaerj, no centro do Rio, para decidir os próximos passos do movimento.

Várias obras realizadas pela prefeitura podem ser prejudicadas caso não haja diálogo com o governo municipal. Segundo o presidente da Seaerj, a paralisação resultará na falta de fiscalização e de acompanhamento, bem como da aprovação de pagamento às empresas executoras. As licenças municipais de urbanismo e de meio ambiente, que também dependem da aprovação desse profissionais, também serão afetadas caso o impasse se prolongue.

Até o fechamento da matéria, a assessoria da prefeitura do Rio não havia se posicionado sobre o anúncio de greve e as reivindicações das categorias.

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