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Inflação oficial perde força em abril e fica em 0,67%, indica IBGE Alimentos e bebidas foram os itens que mais impulsionaram a alta, com impacto de 0,30 ponto percentual

Rosana Hessel

Publicação: 09/05/2014 09:25 Atualização: 09/05/2014 09:54

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,67% em abril e ficou abaixo da alta de 0,92% registrada em março. Com isso, a alta acumulada do indicador de inflação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) acumulou, em 12 meses, uma elevação de 6,28%. Entre os itens analisados, os alimentos e bebidas tiveram um impacto de 0,30 ponto percentual no indicador, com alta de 1,19%, o que puxou a alta. Seguido por habitação, que aumentou 0,87%, com impacto de 0,12 ponto percentual.


Fonte: IBGE

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Entre os alimentos, a maior alta registrada no último mês foi a da batata inglesa, que subiu 22,26%, seguida pelo feijão fradinho 9,81%, em terceiro, a carne seca, com 8,01%.Entre as 13 capitais pesquisadas, oito tiveram alta acima da variação do IPCA. As capitais com maior alta foram Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE) (1,08%). O Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF), Vitória (ES) e Belém (PA) ficaram abaixo da média do índice.

Cenário ainda ruim

Apesar de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmar constantemente, nos últimos dias, que a inflação está “arrefecendo” e “sob controle”, os especialistas foram unânimes em alertar que o quadro atual é preocupante. A reportagem do Correio ouviu 13 economistas e a previsão de todos, em relação IPCA de abril, se cumpriu e foi realmente um número menor do que a alta de 0,92% de março.

O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, acredita que a inflação do ano feche em 7%. Para ele, a carestia só poderia ser considerada controlada se estivesse em 4,5% e o governo sinalizasse uma meta menor para os próximos anos. “Com inflação tendendo a ficar acima de 6,5% neste ano e em 2015, a última palavra que poderia ser usada é que a inflação está controlada.” O economista-chefe do BES Investment Bank, Jankiel Santos, está cada vez mais convencido de que o IPCA poderá estourar em dezembro, mas ainda espera mais dados para elevar as projeções para 2014. “O que preocupa é que a disseminação continua muito forte, em torno de 60%. Ou seja, a maioria dos itens do IPCA estão ficando mais caros”, destacou.

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