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Mantega critica agência de classificação que rebaixou nota do Brasil A justificativa da agência na época foi a piora nas contas públicas o que poderia comprometer o cumprimento da meta de superavit fiscal

Rosana Hessel

Publicação: 14/05/2014 12:02 Atualização: 14/05/2014 16:34

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou a avaliação da empresa de classificação de risco Standard & Poor's, que rebaixou a nota dos títulos soberanos do Brasil em março deste ano. Para ele, os dados da economia brasileira "são sólidos" e a essa estimativa foi superficial.

Guido Mantega: no ano passado, cumprimos exatamente essa meta de 1,9% e garanto que vamos cumprir (Evaristo Sá/AFP)
Guido Mantega: no ano passado, cumprimos exatamente essa meta de 1,9% e garanto que vamos cumprir

"Naturalmente discordo dessa avaliação. Não houve uma boa avaliação e ela não foi consistente. As demais agências de risco mantiveram a nossa classificação", disse o ministro em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (14/5). "E a consequência desse rebaixamento foi nula em termos de reação de mercados. Houve até aumento das bolsas e o real se valorizou", alfinetou.

A justificativa da agência na época foi a piora nas contas públicas o que poderia comprometer o cumprimento da meta de superavit fiscal (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) neste ano, de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Mantega garantiu que o governo vai cumprir a meta de primário em 2014. "No ano passado, cumprimos exatamente essa meta de 1,9% e garanto que vamos cumprir", assegurou.

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O ministro também voltou a destacar os dados positivos na área social, como forma de compensar tantos fatos negativos na economia, como aumento da inflação, da taxa de juros e do endividamento das famílias brasileiras, sem contar na queda da confiança dos empresários e dos consumidores no governo e na economia do país.

"Mesmo quando outros países estavam aumentando a taxa de desemprego, absorvemos a taxa de trabalho. A vida dos trabalhadores não se deteriorou durante a crise", afirmou ele citando a queda do nível de desocupação do trabalhador brasileiro desde o auge da hecatombe financeira global, em 2009. "O objetivo da nossa política econômica é aumentar o padrão de vida do brasileiro", disse ele. Ele destacou que o programa de desenvolvimento com inclusão social do governo implica na geração de emprego e na redução da desigualdade de renda.

Mantega afirmou  que o desempenho do  governo petista foi superior ao governo anterior, tucano. “Nosso desempenho fiscal foi superior ao governo anterior”, disse Mantega , após responder ao deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) que não estava na Câmara dos Deputados para comparar governos.

O ministro participa de audiência pública conjunta das comissões de Fiscalização e Controle e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Ele foi chamado para dar explicações na casa sobre a crise econômica no país, o rebaixamento rebaixamento da classificação do Risco Brasil pela Standard & Poor's e a polêmica compra da refinaria americana de Pasadena, no Texas, Estados Unidos, pela Petrobras.

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