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Luciano Coutinho confirma aporte de R$ 30 bi do Tesouro para BNDES O presidente do banco também voltou a sugerir que o desembolso do banco este ano deve ficar abaixo de 2013 - R$ 190,4 bilhões

Agência Brasil

Publicação: 14/05/2014 13:16 Atualização:

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, confirmou nesta quarta-feira (14/5) que a instituição deve receber R$ 30 bilhões do Tesouro Nacional para manter financiamentos do banco em 2014. A previsão é que o montante seja liberado ainda este mês.

Coutinho: estamos criando capacidade produtiva, oferta, e esta medida é deflacionária (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Coutinho: estamos criando capacidade produtiva, oferta, e esta medida é deflacionária

O aporte deve ser aprovado pela Medida Provisória 633, aprovada ontem, na Comissão Mista do Congresso Nacional e segue para votação no plenário da Câmara. "Sim, existe esta discussão [da MP], já disse que estes recursos são necessários", declarou Coutinho. Segundo ele, o montante será investido no financiamento de projetos de infraestrutura e apaio à empresas e indústrias. "A sustentação de toda a carteira de projetos do banco requer esta suplementação", reforçou.

O aporte para o BNDES foi um pedido do Ministério da Fazenda e da Casa Civil e deve chegar ao banco ainda este mês. "Esperamos que sim (que seja este mês), antecipou Coutinho, após deixar o Seminário Internacional BNDES 2014- Internet das Coisas: Oportunidades e Perspectivas da Nova Revolução Digital para Brasil.

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O presidente do BNDES também voltou a sugerir que o desembolso do banco este ano deve ficar abaixo de 2013 - R$ 190,4 bilhões. "Prefiro não comentar [o desembolso] porque, como sempre tenho dito, isso não é fácil de prever, depende da participação e compartilhamento com o setor privado", explicou, em relação ao cenário econômico, de oferta menor de crédito no mercado privado.

Coutinho ao rebater críticas sobre a política econômica do governo, disse que a oferta de dinheiro ao setor produtivo por meio de juros subsidiados pelo governo, como faz o BNDES, não pressiona a inflação.

"Estamos criando capacidade produtiva, oferta, e esta medida é deflacionária. Você controla a inflação por duas pernas: uma controlando a demanda, e outra aumentando a oferta. Então, temos que aumentar a oferta", afirmou. Com mais oferta, a tendência é de queda de preços e da inflação, reforçou.

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