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Leilão de energia evitou impacto nas contas de luz, diz dirigente da CCEE Um novo leilão de energia está previsto para o próximo dia 6 de junho, mas a energia só começará a ser entregue em 1º de janeiro de 2017

Publicação: 14/05/2014 18:58 Atualização:

O impacto da estiagem sobre o custo da energia não deverá se refletir em aumento significativo de preço na conta de luz neste ano. A avaliação é do presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Luiz Eduardo Barata. Segundo ele, o leilão de energia realizado no último dia 30 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) equilibrou a oferta e reduziu a pressão sobre as distribuidoras.

Barata participou do 2º Encontro da Meteorologia com a Nova Era do Setor Elétrico Brasileiro, promovido pela empresa de consultoria Climatempo. “Até o fim de abril, o grau de exposição das distribuidoras era grande, então, o preço de liquidação das diferenças tinha impacto grande sobre as distribuidoras e, consequentemente, sobre a tarifa aos consumidores [no futuro]”, justificou o dirigente.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da CCEE, o leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de energia já existente para uso imediato, ocorrido no último dia 30. Nessa data, foram contratados 2.046 megawatts médios de usinas hidrelétricas e termelétricas movidas a gás natural e biomassa para fornecimento imediato, a partir deste mês. Os negócios somaram R$ 27,2 bilhões.

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Para Barata, a realização do leilão reduziu a exposição das companhias ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), usado para definir o valor da energia de curto prazo no mercado atacadista. Por causa da estiagem no Centro-Sul do país no início do ano, o valor médio do PLD alcançou R$ 800 por megawatt-hora (MWh) ante R$ 396, em 2001. Um novo leilão de energia está previsto para o próximo dia 6 de junho, mas a energia só começará a ser entregue em 1º de janeiro de 2017.

Embora o leilão tenha afastado o risco de grandes reajustes na conta de luz neste ano, as tarifas subirão em 2015 por causa do socorro ao setor elétrico. Para fornecer caixa às companhias para comprarem energia termelétrica e no mercado de curto prazo, o Tesouro Nacional injetou R$ 4 bilhões na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que subsidia as tarifas de luz. Além disso, o governo articulou um empréstimo de R$ 11,2 bilhões de um pool de bancos à CCEE, que repassará o dinheiro às concessionárias.

Ao anunciar o pacote ao setor, a Aneel informou que os juros do empréstimo bancário serão repassado à conta dos consumidores finais de forma escalonada a partir de 2015. No entanto, o índice de reajuste no próximo ano ainda não está definido.

No encontro da Climatempo, o especialista norte-americano em climatologia Vernon Kousky explicou que a estiagem na Região Sudeste foi provocada por uma massa de ar quente frontal que impediu a passagem das frentes frias que se formaram no extremo Sul do continente e ficaram retidas na Argentina e no Uruguai. Ele considera prematuro fazer previsões, com margem de acerto, sobre como vai se comportar o clima após o período de estiagem no Centro-Sul do Brasil que normalmente perdura de abril até meados de setembro.

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