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Terceirizados com salários atrasados da UnB protestam em frente ao MEC Os funcionários querem saber quando receberão os vencimentos, atrasados desde abril

Guilherme Araújo

Publicação: 15/05/2014 14:32 Atualização: 15/05/2014 14:59

Os terceirizados da PH Serviços lotados na Universidade de Brasília (UnB) continuam sem saber quando receberão os salários atrasados referentes ao mês de abril e protestam em frente ao Ministério da Educação em busca de uma solução. Porteiros, copeiras e recepcionistas afirmaram que a UnB prometeu realizar o pagamento direto na conta dos funcionários na última quarta-feira (14/5), mas a transação do dinheiro não foi feita até o momento.

O Correio teve acesso a um documento do Decanato de Administração da universidade que diz que para realizar o depósito dos salários, a instituição “depende de verba do Ministério da Educação” e “não há como determinar uma data certa para este pagamento”.

O responsável pela comissão dos terceirizados da UnB, Francisco Targino, disse que 600 porteiros e 230 copeiros e recepcionistas estão de greve desde 1º de maio. Segundo o representante, que também é funcionário da PH Serviços, os vales-refeição e transporte referentes ao mês de abril também estão atrasados.“A mesma empresa que ganhou milhões ano passado do governo é a mesma empresa que está dando um calote nos funcionários. O governo federal já gastou bilhões com a Copa e não tem dinheiro para pagar os funcionários terceirizados? Isso é uma vergonha”, desabafa Targino.

A PH Serviços possui 12 mil empregados e possui, pelo menos, 6.443 funcionários lotados na Esplanada dos Ministérios. Na UnB há cerca de mil funcionários contratos pela terceirizada. Nem o faturamento robusto de R$ 302,2 milhões entre janeiro de 2013 e março de 20141 impediu que a empresa quebrasse. O presidente da firma, Hélio Chaves, havia dito ao Correio no começo da semana que encerrará as atividades porque tem um buraco de R$ 17,1 milhões nas contas, devido a atrasos de pagamentos de clientes.

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A UnB alegou desconhecer o documento obtido pelo Correio e afirmou que possui dinheiro em caixa para realizar os pagamentos. Segundo a instituição de ensino, o processo de pagamento está na fase final e a verba será repassada para o Banco do Brasil, que terá um prazo de 48 horas para efetuar o depósito na conta dos funcionários. Em relação a promessa de quitar a dívida dos terceirizados na última quarta-feira, a UnB justificou que o processo burocrático atrapalhou o cumprimento do prazo. Um prazo exato para ressarcir os empregados não foi estipulado pela universidade.

O Ministério da Educação disse, em nota, que “não existe nenhuma limitação de recursos” e que a “UnB já providenciou o pagamento que será feito aos serviodres”.

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