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Legado da Copa não entregue no tempo revela prática contrária à eficiência

São muitos os motivos para o longo histórico de demoras e de cancelamentos de empreendimentos fundamentais ao progresso do país. Entre eles, está a má formulação da engenharia básica

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postado em 18/05/2014 08:00

Simone Kafruni

CAPSA/Divulgação


A tragédia anunciada das obras inacabadas para a Copa do Mundo expõe em nível internacional um problema crônico do Brasil, com o qual a população, infelizmente, já se acostumou: o atraso sistemático em projetos de infraestrutura. A exemplo dos estádios de futebol, as construções de rodovias, hidrelétricas, linhas de transmissão, portos, refinarias, portos e ferrovias nunca respeitam os prazos estabelecidos e quase nunca custam o previsto pelo orçamento original. E, para piorar, sua conclusão raramente resulta em algo eficiente e duradouro.

São muitos os motivos para o longo histórico de demoras e de cancelamentos de empreendimentos fundamentais ao progresso do país. Entre eles, está a má formulação da engenharia básica, a dificuldade na liberação de licenças ambientais, as brechas nas regras das licitações para a corrupção em diferentes estágios, a dependência de oligopólios e de uma única fonte de financiamento, além das decisões tomadas em função de agendas eleitorais e interesses políticos.

O auge dessa morosidade generalizada, que consome bilhões de reais todos os anos, levou o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, a afirmar, semana passada, que o Brasil vai passar vergonha na Copa. Para ele, boa parte das cidades sedes não vai conseguir receber bem os torcedores devido à “situação de atrasos”.

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