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Crédit Suisse assume culpa por evasão fiscal; multa é de US$ 2,6 bilhões

A Justiça americana também anunciou a acusação de oito banqueiros do Crédit Suisse por terem criado um programa de evasão fiscal no exterior para seus clientes americanos

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postado em 19/05/2014 20:43

France Presse

O banco Crédit Suisse se declarou culpado nesta segunda-feira de colaborar na evasão fiscal de ricos clientes americanos e aceitou pagar uma multa de US$ 2,6 bilhões, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Essa é a primeira instituição financeira em duas décadas a reconhecer sua culpa perante a Justiça americana. Também se trata da multa mais severa contra um banco desde que a também suíça USB aceitou pagar US$ 780 milhões em um caso similar em 2009. Na época, porém, o banco não se declarou culpado.

"Esse caso mostra que nenhuma instituição financeira - não importa seu tamanho, ou alcance global - está acima da lei", comemorou o procurador-geral americano, Eric Holder.

"Quando um banco se envolve em uma má conduta que é tão descarada, deveria se esperar que do Departamento de Justiça um processo penal na maior medida possível, como aconteceu aqui", acrescentou.

A acusação de delito grave apresentada na corte federal do distrito de Alexandria, na Virgínia, garante que o Crédit Suisse "agiu de forma ilegal, voluntária, intencional e de maneira conscientemente conspiratória" para ajudar cidadãos americanos a preparar e a apresentar declarações de impostos falsas.

A Justiça americana também anunciou a acusação de oito banqueiros do Crédit Suisse por terem criado um programa de evasão fiscal no exterior para seus clientes americanos. O programa funcionou por vários anos.

Segundo o Departamento, o banco suíço ajudou a ocultar renda em contas falsas, destruiu registro de contas e entregou em mãos o dinheiro de contas para ajudar seus clientes a sonegar e evadir impostos.

Desde o início da crise de 2008, as autoridades americanas têm recebido duras críticas por sua tolerância e permissividade com os grandes bancos.
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