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Países do Brics debatem políticas de desenvolvimento, no Rio de Janeiro Os organizadores pretendem transformar a conferência em um centro gerador de pesquisa e de conhecimento permanente dos países emergentes

Agência Brasil

Publicação: 20/05/2014 19:39 Atualização:

Especialistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul deram início nesta terça-feira (20/5), no Rio de Janeiro, à Conferência Brics no Século 21, organizada pelo Instituto de Estudos Estratégicos para a Integração da América do Sul (Intersul), em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O presidente do Intersul, economista José Carlos de Assis, disse à Agência Brasil que o principal objetivo do evento é o estabelecimento de um consenso sobre políticas de desenvolvimento nos países emergentes. “Discutir quais são as perspectivas dos pontos de vista histórico e econômico mais imediatas. Quer dizer, como você supera a crise mundial que ainda persiste, e como traça uma linha de destino comum em um conjunto de países que têm características muito similares e condições peculiares para estabelecer essa linha”.

Assis salientou que apesar da aparente divergência, os países que integram o grupo Brics têm um futuro muito parecido, especialmente em termos das opções econômicas e geo-políticas que se apresentam. “São países que têm estrutura de planejamento centralizado, têm bancos públicos poderosos, têm grandes empresas estatais estratégicas e já experimentaram a validade de políticas econômicas anti-cíclicas. É muito mais parecido do que as pessoas podem pensar”, indicou.

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O presidente do Intersul acrescentou que a conferência visa que os países do Brics se valorizem dentro da perspectiva de que o caminho que estão trilhando é correto, apesar das diferenças marginais existentes. “Mas, no fundo, nós estamos dando certo, enquanto a Europa está afundando. Por que seguir o modelo europeu, ou mesmo o modelo americano, que está rastejando e não consegue tirar a economia do poço? Nós conseguimos. Talvez não com a intensidade que a gente gostaria, mas eu acho que sinaliza uma direção. É isso que nós vamos discutir aqui”.

Os organizadores pretendem transformar a conferência em um centro gerador de pesquisa e de conhecimento permanente dos países emergentes, que acompanhe os encontros de cúpula do Brics e que possa constituir uma ferramenta de apoio aos governos dos países em desenvolvimento na busca de respostas para os desafios estratégicos atuais nos campos da economia política, meio ambiente, geopolítica e ética na ciência, entre outros. A conferência continua até a próxima sexta-feira (23/5).

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