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Deficit externo bate recorde do ano, indica Banco Central Ao mandar mais dólares para for a do que recebe, o país fica mais vulnerável a ataques especulativos da moeda

Deco Bancillon

Publicação: 23/05/2014 11:10 Atualização:

As relações de trocas comerciais e financeiras do Brasil com o mundo ficaram no vermelho em US$ 8,291 bilhões em abril deste ano, número que supera a projeção de deficit para o mês estimada pelo Banco Central (BC) em US$ 7,8 bilhões. Ao superar este patamar, o rombo nas contas externas atingiu, nos quatro primeiros meses do ano, o patamar recorde de US$ 33,476 bilhões. Com isso, em apenas um terço do ano, o deficit nessa conta já equivale a 41,2% de todo o rombo registrado em 2013, que, até então, havia sido o pior desde 1967.

Ao mandar mais dólares para for a do que recebe, o país fica mais vulnerável a ataques especulativos da moeda. As transações correntes são apenas parte do balanço de pagamentos do país. Sempre que as transações correntes ficam no vermelho é necessário que haja dólares vindos ao país cobrir esse rombo. Nos últimos dez anos, a conta foi integralmente coberta pelos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED). Esses recursos, que vêm ao país para a compra de empresas ou para investimentos de companhias multinacionais, na expansão da capacidade produtiva do pais, já não consegue mais, entretanto, cobrir todo o deficit nas transações correntes.

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Em 2013, os investimentos estrangeiros diretos cobriram apenas 80% do rombo nas transações correntes, algo que não acontecia desde 2001. Em abril, novamente essa conta ficou menor do que o deficit em transações correntes. No mês, entraram no país US$ 5,233 bilhões em IED contra US$ 8,291 bilhões que foram mandados para fora pelas transações correntes. No quadrimestre essa conta é ainda pior. O IED equivale a apenas 57,9% do deficit nas contas externas, um dos menores patamares históricos. Em 2013, a situação foi tão ruim que o BC foi obrigado a queimar reserva interna para cobrir o rombo não só nas transações correntes como em todo o balanço de pagamentos. Fazia 10 anos que essa conta não ficava no vermelho.

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