publicidade

Brasileiros aproveitam o recuo do valor do dólar para intensificar compras

Com a queda da moeda, o gasto dos turistas dispara e atingem recorde em abril: US$ 2,34 bilhões

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 24/05/2014 08:39

Deco Bancillon , Célia Perrone

Os brasileiros nunca gastaram tanto em viagens ao exterior. Diante da queda na cotação do dólar, que ficou, em média, 4% mais barato em abril do que em março, muitos turistas viram que era mais vantajoso incluir destino internacional no roteiro de férias. Seus gastos lá fora atingiram, no mês passado, US$ 2,34 bilhões, recorde para o mês, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). A estatística reforça o sentimento de que, em muitos casos, vale a pena comprar produtos em outros países em vez de se submeter aos valores abusivos cobrados em lojas do Brasil.

Um exemplo é o iPhone, que custa, no mercado brasileiro US$ 1,16 mil em média, praticamente o dobro do modelo vendido pela Apple no Canadá, em torno de US$ 604,44. Segundo levantamento do banco BTG Pactual, os preços da grife Zara aqui custam, em média, 21,5% a mais do que os praticados nos Estados Unidos. Em ambos os casos, o país é apontado como o mais caro do mundo nesses itens.

O desequilíbrio fica maior se comparado ao montante deixado pelos visitantes de fora. Em abril, as despesas de turistas lá fora superaram os gastos de estrangeiros no país em US$ 1,8 bilhão. Trata-se de uma elevação de 19% sobre o resultado registrado um ano atrás, de US$ 1,5 bilhão. Em quatro meses, essa conta está negativa em US$ 5,9 bilhões, 5,8% a mais sobre o primeiro quadrimestre de 2013. Em ambos os casos, os dados representam recorde na série de estatísticas iniciada em 1969.

“É uma primeira observação, um pouco fora do padrão que vínhamos observando”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. Ele lembra que, desde outubro de 2013, a autoridade monetária observava moderação nas despesas com viagens internacionais. “Mas isso não se repetiu em abril, talvez em virtude da cotação do câmbio”, assinalou.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade