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Acordo bilateral com China deve destravar leilões de ferrovias brasileiras

Depois de salvar nossa balança comercial, investir em petróleo e energia, o país prepara entrada nas ferrovias

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postado em 26/05/2014 06:00 / atualizado em 26/05/2014 08:44

Antonio Temóteo

Principal parceira comercial do Brasil desde 2009, a China também está se tornando a tábua de salvação para o governo da presidente Dilma Rousseff reverter as dificuldades na infraestrutura. Com a corrosão da confiança no país, o investimento externo direto foi menor em 2013 do que em 2012. Neste ano, deverá descer mais um degrau. Em meio a essa dificuldade, o Executivo tem recorrido às companhias do gigante asiático quando precisa de recursos para tirar do papel projetos estratégicos. O próximo socorro poderá destravar os leilões de ferrovias. De quebra, isso ampliará ainda mais as transações entre os dois países no agronegócio, sobretudo de milho e de soja.

A expectativa é de que novos acordos bilaterais entre Brasil e China com foco na infraestrutura sejam anunciados em julho. Dilma convidou o presidente do país, Xi Jinping, para assistir à final da Copa do Mundo no Maracanã. Em seguida, os dois chefes de Estado se reunirão em Fortaleza na cúpula dos Brics, grupo que, além das duas nações, inclui Rússia, Índia e África do Sul.

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A dependência do Brasil em relação ao capital chinês ficou evidente a partir da concorrência por Libra, maior campo do pré-sal, na Bacia de Santos. A China National Petroleum Corporation (CNPC) e a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) entraram como sócias da Petrobras. A ajuda da CNPC foi dupla: a própria participação da Petrobras no negócio foi bancada com a venda da subsidiária no Peru à estatal chinesa.

A mão dos asiáticos foi estendida mais uma vez ao governo brasileiro no leilão dos 2,1 mil quilômetros de linhas de transmissão entre Belo Monte — hidrelétrica paraense no Rio Xingu que começará a funcionar no fim de 2015 — e Estreito (MG). A disputa foi vencida pelo consórcio formado pela gigante chinesa State Grid, com Furnas e Eletronorte, subsidiárias da Eletrobras.



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