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Juros referentes a empréstimos bancários deverão ser mantidos em 11% Mercado aposta que Copom vai interromper o ciclo de altas da Selic, mesmo sem ter conseguido conter a inflação, pelo menos até depois das eleições de outubro. IPCA de abril fechou acumulado de 12 meses em 6,28%

Deco Bancillon

Publicação: 26/05/2014 06:01 Atualização: 26/05/2014 08:47



O Banco Central deverá encerrar, nesta semana, um dos mais longos e pesados ciclos de alta nos juros básicos da última década. Durante um ano, a taxa que serve de referência para empréstimos bancários e toda a economia subiu 3,75 pontos percentuais, saltando da mínima histórica, 7,25% ao ano, até chegar ao patamar atual de 11%, alcançado no mês passado. Mesmo assim, a inflação não cedeu.

Diversos itens do dia a dia do brasileiro, como alimentos e serviços, acumulam, ano a ano, variações acima de 8%. E, mesmo a taxa oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o parâmetro usado pelo governo para avaliar o custo de vida no país, está persistentemente acima do centro da meta de 4,5% ao ano. No acumulado em 12 meses até abril, ela atingiu a marca de 6,28%.

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Não seria uma surpresa se, diante desses números, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse dar continuidade à elevação dos juros básicos na reunião que se inicia amanhã e que acaba quarta-feira. Mas, para analistas de mercado financeiro, pesará a favor do fim da alta de juros o baixo crescimento econômico e a proximidade com as eleições presidenciais de outubro. “Uma resposta de juros agora parece ineficaz, porque o efeito da elevação da Selic sobre a atividade econômica já está ocorrendo”, diz o economista-chefe da Franklin Templeton Investments, Carlos Thadeu Filho.

Ele chama a atenção para a piora do varejo e da indústria neste início de ano, que estão abarrotados de estoques, e para a baixa confiança de empresários e consumidores, o que ajuda a reduzir ainda mais a possibilidade de retomada do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014. Nesse cenário, emenda o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, elevar ainda mais os juros básicos até que a inflação, enfim, ceda para o centro da meta de 4,5% ao ano seria “jogar o país numa recessão”.

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