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ONS prevê recuo da participação das hidrelétricas na geração de energia

Segundo o ONS, a energia eólica vai aumentar sua presença, de 1,9% para 8,6%, enquanto as térmicas a óleo passarão de 3,8% para 3%.

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postado em 27/05/2014 06:04 / atualizado em 27/05/2014 09:06

Simone Kafruni

O governo admitiu que os principais projetos de geração de eletricidade em curso no país, as grandes hidrelétricas na região Norte, não serão suficientes para atender a demanda futura. Com isso, o abastecimento ficará ainda mais dependente das termelétricas, que geram a energia mais cara. Ontem, o assessor da diretoria-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcelo Prais, afirmou que a fatia da geração hidráulica na matriz elétrica nacional vai recuar de 74,8%, em 2013, para 70,5%, em 2018.

Prais explicou que a queda ocorrerá apesar da entrada em operação das usinas em construção. “O desafio é grande porque, apesar de a capacidade hidráulica atingir 20,5 mil megawatts (MW) em quatro anos, só 1% desse total representa reservatórios”, disse, acrescentando que o consumo no período continuará crescendo a uma taxa média anual de 4,2%.

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Menos biomassa
Segundo o ONS, a energia eólica vai aumentar sua presença, de 1,9% para 8,6%, enquanto as térmicas a óleo passarão de 3,8% para 3%. A energia de biomassa e a gás também será reduzida, enquanto a nuclear deve subir de 1,6% para 2,1%, graças à entrada em operação de Angra 3. Na avaliação do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adilson de Oliveira, especialista no setor, “se o país tivesse uma malha de gás natural, não seria tanto, mas ainda precisa queimar óleo”.

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