Economia
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

MP quer que empresas paguem R$ 2,5 bilhões por cartel no metrô de São Paulo O inquérito do MP aponta que as empresas formaram cartel para aumentar os preços de nove contratos de reforma de trens para as linhas Vermelha e Azul

Agência Brasil

Publicação: 27/05/2014 20:20 Atualização:

O Ministério Público (MP) entrou com ação na Justiça Federal para que 11 empresas paguem R$ 2,5 bilhões por prejuízos causados por fraudes em licitações do Metrô de São Paulo, de acordo com o promotor de Defesa do Patrimônio Público Marcelo Milani. Ele disse que solicitou a dissolução das companhias envolvidas, o bloqueio de bens e quebra dos sigilos fiscal e bancário dos dirigentes do Metrô à época.

O inquérito do MP aponta que as empresas formaram cartel para aumentar os preços de nove contratos de reforma de trens para as linhas Vermelha e Azul. “Não houve uma competição, uma licitação, mas um coluio entre as empresas, de modoa que cada uma ficasse com um pedaço dos contratos. ”, enfatizou Milani.

Leia mais notícias em Economia

O ex-presidente do Metrô José Jorge Fagali e dois ex-diretores da estatal (Sérgio Corrêa Brasil e Conrado Grava Souza) foram citados na ação por, segundo o MP, não terem agido para evitar os prejuízos. “Eles foram omissos, violando a Lei de Improbidade Administrativa. Ou seja, em razão disso, essa ação pode resultar em uma multa civil de até 100 vezes os salários que eles receberam no período”, ressaltou o promotor. De acordo com Milani, em 2009, quando os contratos foram assinados, “havia sinais precisos de que o cartel estava atuando”.

Pela estimativa do MP, o valor total para a reforma dos 96 trens ficou em cerca de R$ 1,9 bilhão. Além da devolução desse montante, o órgão pede R$ 576 milhões por danos morais e coletivos. “Essa reforma acabou se revelando antieconômica e prejudicial aos cofres do Metrô e públicos em geral”, disse Milani. Ele lembrou que o serviço deveria ter terminado em 2010, mas até o momento apenas 46 composições foram entregues. “Não há perspectiva de terminar neste ano”, ressaltou.

Fora os prejuízos econômicos, Milani disse que a reforma das composições, com quase 40 anos de uso, não oferece qualidade e segurança aos usuários do sistema. “Esses trens, vira e mexe, dão sérios problemas”, destacou o promotor ao citar o caso de um trem que bateu em outro, após acelerar sozinho, e um descarrilamento na Linha Vermelha. “Nesse descarrilamento, por sorte, nada aconteceu. Mas, em um dia, chegaram a ocorrer 700 falhas”, acrescentou sobre a frota reformada.

São citadas na ação as empresas Alstom, Siemens, Bombardier, Tejofran, Temoinsa, Iesa, MPE, Trans Sistemas, Faiveley, Knorr e IFVL.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas