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Rodoviários de São Luís voltam a se reunir para decidir rumos da greve

Os trabalhadores aceitaram não exigir redução da jornada de trabalho de sete horas e 20 minutos para seis horas diárias

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postado em 29/05/2014 15:55

Agência Brasil

Em greve há uma semana, rodoviários de São Luís (MA) voltarão a se reunir às 16h desta quinta-feira (29/5), para discutir, em assembleia, os rumos da paralisação que atinge 100% dos ônibus que atendem à cerca de 700 mil moradores da capital maranhense. A assembleia estava marcada para as 10h, mas foi adiada devido ao pequeno número de motoristas e cobradores que compareceram.

Nessa quarta-feira (28/5), representantes dos sindicatos dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sttrema) e das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) e da prefeitura de São Luís passaram mais de quatro horas reunidos em uma audiência de conciliação convocada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), mas não chegaram a um acordo.

Durante a audiência, o sindicato dos rodoviários apresentou uma nova proposta de aumento salarial, reduzindo de 16% para 11% o percentual de reajuste reivindicado pela categoria. Os trabalhadores também aceitaram não exigir redução da jornada de trabalho de sete horas e 20 minutos para seis horas diárias. Outros itens da pauta, contudo, foram mantidos, como 40% de reajuste do tíquete-alimentação, inclusão de mais um dependente no plano de saúde, implantação do plano odontológico e do seguro de vida.

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O sindicato patronal não cedeu às reivindicações dos trabalhadores, argumentando que as empresas só podem conceder aumento salarial aos seus empregados caso a prefeitura autorize o reajuste dos preços das passagens. A prefeitura, por sua vez, informou só aceitar extinguir a prática conhecida como “domingueira”, que é a cobrança reduzida da tarifa nos finais de semana e feriados, reduzir o ICMS do combustível e combater as fraudes nas gratuidades e meias passagens.

Sem acordo, a presidente em exercício do tribunal, desembargadora Solange Cristina Passos de Castro Cordeiro, reiterou a decisão judicial que estabeleceu que os sindicatos têm que manter ao menos 70% da frota de ônibus em circulação.

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