publicidade

Despesas dos governos federal, estaduais e municipais ajudam compensar PIB

Esses gastos cresceram 0,7% em relação ao trimestre anterior

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 31/05/2014 06:09 / atualizado em 30/05/2014 22:46

Célia Perrone


Breno Fortes/CB/D.A Press - 1/4/13


As despesas dos governos federal, estaduais e municipais de janeiro a março de 2014, um ano eleitoral, ajudaram a compensar o impacto sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do recuo do consumo das famílias. Esses gastos cresceram 0,7% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com mesmo período do ano passado, esses gastos tiveram expansão maior, de 3,4%. Para especialistas, esse avanço foi necessário para não esfriar ainda mais a economia. “O governo participou ativamente para evitar a queda da demanda”, avaliou Flávio Serrano, economista-sênior do Banco Espírito Santo (BES).

Ele acredita que se o governo tivesse participado menos nos gastos públicos em tempos anteriores, estaríamos em melhor situação atualmente. Isso porque as taxas de juros poderiam ser menores que as de hoje, convivendo com menos inflação, mais confiança do consumidor e mais apetite de empresas em investir. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desmentiu ontem que as compras do governo evitaram uma queda no PIB trimestral.

“Quem continua puxando o consumo são as famílias, não é o governo. Existe um dado básico dado e importante que é a massa salarial, que cresceu 4%. Existe, então, um potencial de consumo. O consumo do governo está mais ou menos estabilizado, avançando 2% no ano passado e 0,7% agora. Ambos estão mais moderados”, avaliou. O ministro considerou boa a estratégia do governo no combate à inflação, com maior aperto monetário (a taxa básica de juros está em 11% ao ano) e poucos freios fiscais.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

publicidade

Tags:

publicidade