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Investimento em fração de hotéis enfrenta fase ruim e oferece riscos

É preciso ficar atento às promessas de rentabilidade e à liquidez da operação

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postado em 01/06/2014 08:06

Diego Amorim

A promessa é tentadora: ser dono de hotel sem a dor de cabeça de administrar um negócio tão complexo. O mercado pensou que tinha acertado em cheio. Aproveitou um momento de amadurecimento da indústria imobiliária somado a uma consciência maior em torno das finanças pessoais e conseguiu convencer milhares de brasileiros a apostarem nesse modelo de investimento conhecido como condo-hotel, esquema semelhante ao dos flats.

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Difundida nos grandes centros urbanos do país, no entanto, a estratégia de atrair pessoas comuns para financiar empreendimentos hoteleiros enfrenta uma fase turbulenta. O tom das promessas de rentabilidade com taxas acima da média do mercado chamou a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Inicialmente, o órgão regulador emitiu um alerta a incorporadores, corretores e investidores. Em seguida, viu-se obrigado a intervir de vez.

Os condo-hotéis estão inseridos no leque de investimentos do mercado imobiliário, mas têm características de operações passíveis de regulação, uma vez que os compradores viram proprietários de uma parte do empreendimento dividindo custos e lucros. Esse entendimento levou a CVM a se pronunciar em tom crítico sobre essas oportunidades que, para a autarquia, podem configurar “captação irregular de poupança popular”.

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