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Pesquisa mostra forte elevação no total de trabalhadores sem ocupação A taxa de desocupação no país ficou em 7,1% no primeiro trimestre, ante os 6,2% registrados nos últimos três meses de 2013

Bárbara Nascimento

Publicação: 04/06/2014 09:12 Atualização: 04/06/2014 09:54

Após a polêmica de que ficaria suspensa até 2015, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) voltou a ser divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação no país ficou em 7,1% no primeiro trimestre, ante os 6,2% registrados nos últimos três meses de 2013. Em relação a igual período de 2013, quando marcou 8%, o indicador apresentou, contudo, uma melhora.

A experiência que teve no comércio ainda não ajudou a estudante Amanda Andrade a arrumar uma nova vaga (Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)
A experiência que teve no comércio ainda não ajudou a estudante Amanda Andrade a arrumar uma nova vaga

A possibilidade de suspensão da Pnad Contínua gerou uma crise institucional no IBGE e levou à paralisação de boa parte dos servidores. À época, uma das suspeitas era de que o governo estaria receoso de um resultado negativo, tendo em vista a desaceleração da economia. O resultado da pesquisa vai na contramão dos indicadores macroeconômicos — o consumo das famílias recuou no primeiro trimestre, e setores da indústria estão dando férias coletivas — e das expectativas de especialistas.

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A própria Pesquisa Mensal de Emprego (PME), também divulgada pelo IBGE e que leva em conta apenas seis regiões metropolitanas, sinalizava desaceleração. As taxas mensais de desemprego para janeiro, fevereiro e março foram de 4,8%, 5,1% e 5%, respectivamente. “A atividade econômica tem desacelerado e não seria anormal se as taxas de desemprego piorassem. Se as expectativas continuarem iguais, a tendência é de que esse indicador piore. E isso pode pesar nas eleições”, observou Newton Marques, conselheiro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal.

Excluídos

Fora desse grupo, está a estudante Amanda Assis de Andrade, 18 anos. Há dois meses, ela distribui currículo e comparece duas vezes por semana a uma agência de empregos, à espera de uma
vaga. “Trabalhei com atendimento numa lanchonete no ano passado e imaginei que a experiência fosse ajudar, mas está demorando mais a aparecer outro trabalho que no ano passado”, revelou.

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