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Banco Central admite que PIB deste ano será menor que o de 2013 Ata do Copom mostra que manutenção dos juros em 11% teve o baixo crescimento da economia como principal motivo. Governo acredita que as sucessivas altas da Taxa Selic ainda surtirão efeito na inflação ao longo deste ano

Deco Bancillon

Publicação: 06/06/2014 08:31 Atualização: 06/06/2014 08:32

O fraco desempenho da economia fez com que o Banco Central admitisse, pela primeira vez, que o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano será menor que o de 2013. O medo de uma queda ainda mais intensa do PIB ficou claro ontem, com a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da última semana, que decidiu pela manutenção da Selic em 11% ao ano. O documento diz que o ritmo de expansão da atividade econômica “tende a ser menos intenso este ano”. Dados revisados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram crescimento de 2,5% em 2013.

A ata do Copom sinaliza que, mesmo diante de uma carestia persistentemente elevada, que beira estourar, até dezembro, o teto da meta de inflação, de 6,5%, é o fraco desempenho do PIB, com alta estimada pelo mercado em pouco mais de 1% este ano, que mais preocupa o governo neste momento.



Para o estrategista-chefe para o Brasil do banco japonês Mizuho, Luciano Rostagno, não há dúvidas de que a débil atividade doméstica foi a principal razão por trás da decisão do BC, na semana passada, de interromper a alta de juros. “Em primeiro lugar, o Banco Central reconhece que a atividade está mais fraca do que no ano passado. Então, apesar de esperar que a economia continue se movendo em direção a uma combinação saudável entre menos consumo e mais investimentos, ele parece indicar que essa mudança está acontecendo mais lentamente do que o previsto”, assinalou.

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Até abril, o BC cravava que o crescimento econômico tenderia a se manter “relativamente estável este ano”. A previsão era considerada excessivamente otimista pelo mercado, que, já naquele mês, apostava numa alta de apenas 1,6% do PIB em 2014. Na semana passada, após a divulgação pelo IBGE do crescimento de 0,2% no primeiro trimestre, essas estimativas caíram ainda mais. Maior banco privado do país, o Itaú, por exemplo, revisou sua projeção de 1,4% para 1%.

Tarifas

O Banco Central manteve em 5% a projeção de reajuste dos preços administrados em 2014. A estimativa leva em conta as variações ocorridas, até abril, na gasolina (1,8%) e no gás de bujão (0,5%). Também considera a possibilidade de redução de 4,2% nas tarifas de telefonia fixa e de aumento de 11,5% nas de eletricidade. Para 2015, os preços administrados deverão subir 5%, a mesma projeção feita na ata do Copom de abril.

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