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BM destaca Brasil em ano de crescimento decepcionante para emergentes

Segundo suas novas previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) dos países em desenvolvimento deve aumentar 4,8% em 2014, menos do que os 5,3% previstos em janeiro

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postado em 10/06/2014 23:07

France Presse

Washington - Os países emergentes terão um crescimento econômico mais "decepcionante" do que o previsto em 2014, com o Brasil à frente, e não estarão a salvo da volatilidade financeira, alertou o Banco Mundial (BM) nesta terça-feira.

Segundo suas novas previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) dos países em desenvolvimento deve aumentar 4,8% em 2014, menos do que os 5,3% previstos em janeiro e inalterada em relação a anos anteriores.

De acordo com o BM, essa revisão para baixo é explicada pelo "pobre" primeiro semestre, marcado pelas repercussões da crise na Ucrânia, pelo "reequilíbrio" econômico na China e pelos "problemas políticos" em países como Brasil e Turquia.

"As taxas de crescimento são muito fracas no mundo em desenvolvimento (...) para permitir o fim da pobreza extrema durante nossa geração", lamentou o presidente da instituição multilateral Jim Yong Kim, citado em um comunicado.

Atrás da locomotiva chinesa, com uma taxa de crescimento em 2014 situada em 7,6% este ano (contra 7,7% em 2013), outros países correm risco de ter um ano apenas regular, de acordo com as previsões do banco.

Esse é o caso do Brasil, que deve crescer apenas 1,5%, um ponto a menos do que o previsto, apesar do prometido "efeito Copa do Mundo".

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Os países em desenvolvimento podem atualmente se apoiar no aumento do crescimento dos Estados mais ricos, mas podem se ver novamente desestabilizados pelo progressivo retorno dos Estados Unidos a sua política monetária "normal", advertiu o Banco Mundial.

Na primavera do hemisfério norte em 2013 e em janeiro, antecipando-se a um aumento das taxas nos Estados Unidos, os investidores retiraram repentinamente seu dinheiro dos países emergentes, privando-os de uma fonte de financiamento crucial e provocando uma desvalorização de seus moedas.

"É provável que ocorram novos episódios de volatilidade quando os investidores especularem com o calendário e o alcance das mudanças na política econômica dos países ricos", ressalta o relatório do BM.

De acordo com o banco, os países em desenvolvimento dispõem atualmente de "uma breve janela" de oportunidade para se dotarem dos meios de absorver novos choques, por exemplo, reduzindo seu déficit.

"Talvez o maior desafio para os países em desenvolvimento consista em manter o crescimento a médio prazo", ressalta Khaushik Basu, economista-chefe da instituição.

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