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Cresce número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, diz IBGE

As horas pagas aos trabalhadores da indústria no índice acumulado dos quatros primeiros meses do ano fecharam em queda de 2,5%

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postado em 11/06/2014 13:30 / atualizado em 11/06/2014 13:35

France Presse

Ao crescer 0,1% em abril deste ano, já descontadas as influenciais sazonais, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, interrompeu dois meses consecutivos de taxas negativas ante o nível do mês imediatamente anterior, período em que acumulou perda 0,4%.

As horas pagas aos trabalhadores da indústria no índice acumulado dos quatros primeiros meses do ano fecharam em queda de 2,5%, ritmo mais intenso do que o observado no último quadrimestre de 2013, que foi de - 2,0%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada nesta quarta-feira (11/6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com números negativos, a Pimes indica que, em relação a abril do ano passado, a queda nas horas pagas pela indústria chegaram a recuar 3,1%, assinalando a 11ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde os - 5,3% de outubro de 2009.

Já a taxa acumulada nos últimos doze meses, passou de - 1,4% em março, para - 1,7% em abril, mantendo uma trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

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A queda de 3,1% nas horas pagas em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado, reflete taxas negativas em 11 dos 14 locais, em 14 dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,3%), produtos de metal (-8,3%), meios de transporte (-5,5%), calçados e couro (-9,1%), máquinas e equipamentos (-5,3%) e produtos têxteis (-5,8%).

Entre os locais pesquisados, ainda na comparação com igual mês do ano anterior, São Paulo com - 4,6%, apontou a principal influência negativa sobre o total do país em abril, pressionado em grande parte pela redução nas horas pagas nos setores de produtos de metal (-17,1%), máquinas e equipamentos (-6,8%), meios de transporte (-6,1%), produtos têxteis (-11,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,4%) e calçados e couro (-13,0%).

O IBGE também destacou resultados negativos no Rio Grande do Sul, onde as horas pagas cairam 6,2%, devido, sobretudo, aos recuos verificados em calçados e couro (-12,1%) e máquinas e equipamentos (-11,3%); Paraná a queda chegou a 5,2%, explicada em grande parte pela diminuição nos ramos de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-43,4%), meios de transporte (-9,2%) e produtos de metal (-10,9%); e em Minas Gerais, onde a queda foi de 3,2%, influenciada, principalmente, pelos recuos observados em calçados e couro (-18,2%), meios de transporte (-6,9%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,8%).

No acumulado do ano, o recuo de 2,5%, ente os quatros primeiros meses do ano passado, reflete resultados negativos nas horas pagas em 14 dos 18 setores pesquisados e em dez dos 14 locais investigados, com destaque para o recuo de 3,8% registrado por São Paulo; de 5% no Rio Grande do Sul; de 4,3% no Paraná; e de 2,3% em Minas Gerais (-2,3%).

Já o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria fechou abril com alta de 0,7% ante o mês imediatamente anterior, após assinalar recuo de 2,3% em março e crescer 1,5% em fevereiro.

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