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Brasil gasta 5% do PIB por ano para financiar a dívida pública Levantamento realizado pelo economista Rodolfo Oliveira, da Consultoria Tendências, mostra que o país voltou à liderança do ranking de maior pagador de juros da dívida pública do G20

Rosana Hessel

Publicação: 15/06/2014 07:45 Atualização: 15/06/2014 07:27

Troster: governo é o principal culpado por conta de R$ 248,8 bilhões (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Troster: governo é o principal culpado por conta de R$ 248,8 bilhões


O Brasil é o país do G20, grupo que reúne as economias mais ricas do planeta, que mais paga juros da dívida pública em termos proporcionais ao Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, essa conta consumiu 5,14% de todas as riquezas produzidas pelo país, o equivalente R$ 248,8 bilhões ou US$ 116 bilhões. Para se ter uma ideia da dimensão do tamanho dessa fatura, uma comparação: o governo desembolsou a seus credores quantia correspondente a dois PIBs da Croácia, de US$ 58 bilhões, cuja seleção foi derrotada pelo Brasil no jogo de abertura da Copa do Mundo.

Levantamento realizado pelo economista Rodolfo Oliveira, da Consultoria Tendências, mostra que o país voltou à liderança do ranking de maior pagador de juros da dívida pública do G20, depois de ter ficado atrás da Itália em 2012. Naquele ano, o governo brasileiro gastou 4,9% do PIB e o italiano, 5%. “O Brasil, apesar de ter uma dívida bruta de 66% do PIB, tem despesas com juros maiores que a Grécia, onde o endividamento chega a 170% do PIB”, compara. Ele ressalta que, no ano passado, o título de campeão do Brasil só foi ameaçado pela Turquia, com gastos de 5,05% do PIB. No Japão, onde os juros são negativos, em vez de pagar, o governo tem um ganho contábil de 0,8% do Produto.

Deficiências
Na avaliação de Oliveira, 2014 não será diferente. Dificilmente, o Brasil perderá liderança tão incômoda, com os gastos com juros mantendo-se acima de 5% do PIB. A razão é simples: o Banco Central foi obrigado a elevar a taxa básica da economia (Selic) para tentar conter a pressão inflacionária. O indicador passou de 7,25% para 11% desde abril de 2013 e está acima dos 10,75% entregues por Lula a presidente Dilma Rousseff. “Os investidores estão cobrando mais caro do Brasil para comprar títulos públicos porque houve, nos últimos anos, deterioração dos fundamentos macroeconômicos”, ressalta Oliveira, lembrando que o país desceu um degrau no ranking de classificação de risco da Standard & Poor’s (S&P)em março deste ano. “O Brasil está, agora, na fronteira entre o grau de investimento e o especulativo. E os juros altos embutem expectativa de inflação — de até 7% para 2015 — e prêmio de risco”, explica.

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