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Com ajuda de turismo no país, circulação do real no mundo cresce 2.057% Entre 2008 e 2014, total de cédulas da moeda nacional no planeta passou de R$ 6,6 milhões para R$ 142,2 milhões. Avanço se deu, principalmente, por causa do grande fluxo de turistas brasileiros levando a divisa para fora do país

Célia Perrone

Deco Bancillon

Publicação: 18/06/2014 06:30 Atualização: 18/06/2014 13:15

O Brasil é a sétima economia do mundo, mesmo assim, a moeda do país está longe de ser conversível como o dólar (Amr Abdallah Dalsh/Reuters - 10/3/14)
O Brasil é a sétima economia do mundo, mesmo assim, a moeda do país está longe de ser conversível como o dólar


O volume de reais em circulação pelo mundo cresce a passos largos. Dados do Banco Central mostram que o total de cédulas da moeda nacional negociadas no exterior aumentou 2.057% de 2008 para cá, saltando de R$ 6,6 milhões para R$ 142,4 milhões. Muito desse crescimento, no entender dos especialistas, decorre do grande número de turistas viajando para fora do Brasil. Isso tem estimulado as casas de câmbio de países onde os brasileiros aportam a trocarem reais pelas divisas locais.

Boa parte dos reais internacionalizados está circulando pela América Latina. Na região, a moeda brasileira é vista como uma divisa forte. Na Argentina, por exemplo, o real é aceito em qualquer lugar, tanto quanto o dólar. Na Europa, casas de câmbio da Turquia e de Portugal fazem a troca sem qualquer problema, assim como nas principais cidades dos Estados Unidos. Até o início da década, era praticamente impossível ver a cotação do real estampada nas vitrines de bancos no exterior.

Para os turistas, a aceitação do real fora do país é um ótimo negócio, pois não precisam pagar as taxas e os impostos cobrados no Brasil para a troca por dólar ou por euro. Somente o governo fica com 0,38% do total transacionado nas casas de câmbio e nos bancos. “Depois que descobri a facilidade de se trocar reais nos países que visitei, sempre levo uma quantia da moeda brasileira quando viajo”, diz o universitário Gustavo Leuzinger, 21 anos. “Fiz isso no Caribe e na Europa e não houve problemas. O único senão é quando a troca é realizada nos aeroportos, pois as cotações são sempre desvantajosas”, ressalta.

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O estudante Guilherme Vargas, 22, não abre mão do real. Ela mora desde janeiro em Buenos Aires e recebe, periodicamente, quantias dos pais, que vivem em Brasília. “Assim que os reais chegam, faço a troca por peso, sem burocracia. Se os recursos viessem por meio de transferências bancárias, teriam uma taxação absurda: tarifa de saque e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), entre outros encargos. Aqui é bem normal o mercado paralelo de câmbio”, conta. Um real, no câmbio oficial, vale R$ 3,59 pesos argentinos, enquanto, no mercado paralelo, chega a $ 4,90.

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