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Brasil avalia forma de evitar calote argentino iminente Governo estuda empréstimo ao país vizinho, que anunciou suspensão de pagamentos da dívida externa no fim do mês

Célia Perrone

Bárbara Nascimento

Publicação: 20/06/2014 06:00 Atualização:

Presidente Cristina Kirchner descartou moratória, mas avisou que resistirá à 'extorsão' de estrangeiros (Maxi Failla/AFP - 25/5/14)
Presidente Cristina Kirchner descartou moratória, mas avisou que resistirá à "extorsão" de estrangeiros


O mercado financeiro está desde ontem sob o efeito de um iminente calote argentino, um fantasma que retorna 13 anos após a reestruturação da dívida externa do país. O Ministério da Economia da Argentina informou, por meio de nota, que o o governo de Cristina Kirchner não pagará a próxima parcela dos títulos renegociados em 2001, prevista para 30 de junho. A Casa Rosada teme que, ao seguir a determinação da Suprema Corte dos Estados Unidos em favor de um grupo de investidores, abra precedente para todos os demais credores que, no passado, aceitaram desconto de 70% nos débitos, cobrem a diferença.

Diante do calote, o governo brasileiro já discute internamente conceder um empréstimo ao país vizinho, envolvendo reservas internacionais. Mas um grupo de assessores próximos da presidente Dilma Rousseff adverte para o custo político desse polêmico socorro às vésperas da eleição. Procurado, o ministro da Fazenda, Guido Mantenga, informou ontem, por meio de sua assessoria, que ainda não se pronunciaria sobre o tema.

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Em Buenos Aires, o Merval, principal índice da bolsa local, interrompeu ontem a recuperação iniciada em 16 de junho e fechou em forte queda, de 4,7%. O câmbio paralelo argentino despencou e a cotação do dólar chegou a saltar 30 centavos, indo a 12,60 pesos. A pressão só foi aliviada no meio do dia, quando se estabilizou em 12,40, quase 10 centavos acima da cotação de quarta-feira. Em virtude do feriado de Corpus Christi, os reflexos no mercado brasileiro só serão mais bem percebidos a partir de hoje.

Para o ex-diretor do Banco Central (BC) Carlos Tadeu de Freitas Gomes, a Argentina acertou em suspender o pagamento da dívida reestruturada. “Na prática, é mais um processo de renegociação, porque os credores antigos teriam os mesmos direitos. Vai ter que renegociar tanto a dívida passada quanto a reestruturada”, explicou. Mas ele ressaltou que a fixação dos novos termos não pode demorar muito, embora a Argentina já tenha feito o mais difícil no início do ano, que é depreciar a moeda, em favor do saldo da balança comercial.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Thiago Nascimento
Agora eu sei como o Brasil será campeão em cima da Argentina na final da Copa! kkkkkkkkk | Denuncie |

Autor: José Ferreira Ferreira
O governo brasileiro está caçando sarna para se coçar. Na minha simples visão, o governo brasileiro não deve emprestar reservas que um dia ele pode precisar, para um país que já anuncia que vai dar calote em outrtos empréstimos.. O governo brasileiro vai dar um tiro pé. Abra o olho. | Denuncie |

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