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França entra em acordo com Bouygues sobre participação na Alstom O governo se deu um prazo de dois ano para adquirir a participação da Bouygues na Alstom ou comprar partes no mercado

France Presse

Publicação: 22/06/2014 16:40 Atualização: 22/06/2014 17:44

Paris - O governo francês concluiu neste domingo (22/6) um acordo com a empresa Bouygues para que o Estado entre no conselho administrativo da Alstom, quando for concluído o acordo com a General Electrics, anunciou o ministro da Economia Arnaud Montebourg em declarações transmitidas pela televisão.

O governo se deu um prazo de dois anos para adquirir a participação da Bouygues na Alstom ou comprar partes no mercado, tornando-se, assim, o principal acionista da empresa. A Bouygues cederia ao Estado seu direito ao voto no conselho, indicaram a empresa e o ministério da Economia em dois comunicados separados. Essa tomada de participação será feita sob a forma de compra de ações, válidas por 20 meses.

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O governo pretende comprar o 20% da Alstom que a Bouygues possui pagando 28 euros por ação, de acordo com cotação no fechamento da Bolsa de Paris na sexta-feira. A Bouygues pede 35 euros. Há, entretanto, a possibilidade de conseguir a participação pelo mercado.

A entrada no conselho ocorrerá quando for concluído o acordo entre a Alstom e a General Electrics, depois que forem realizadas consultas pelas instâncias representativas da primeira e da autorização dos acionistas e dos órgãos reguladores. Isso deve ocorrer "ao final do primeiro trimestre de 2015", indicou uma fonte próxima ao caso.

A França anunciou na sexta-feira que preferia a oferta da americana General Electric (GE) para criar uma aliança com a Alstom, depois de inicialmente preferir a companhia alemã Siemens. A Alstom se concentrará em suas atividades no setor do transporte e em sua aliança com a GE na área da energia.

A cessão destas atividades, que implicarão a criação de três coempresas com a GE, está avaliada em 12,35 bilhões de euros. Essa aliança estava condicionada à entrada do Estado francês no capital da Alstom, empresa considerada estratégica para os interesses nacionais.

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