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Mudanças climáticas causarão forte impacto na economia dos EUA, diz informe Com base nas tendências atuais, entre US$ 66 bilhões e US$ 106 bilhões em propriedades à beira-mar ficarão submersas até 2050, um prejuízo que pode chegar a US$ 507 bilhões até 2100

France Presse

Publicação: 24/06/2014 18:15 Atualização:

Os Estados Unidos terão de enfrentar custos econômicos importantes decorrentes das mudanças climáticas, que incluem perdas maciças de propriedades pelo aumento do nível dos mares em algumas regiões e significativas reduções no rendimento de cultivos, alerta um informe bipartidário publicado nesta quarta-feira em Nova York.

Contando com o apoio dos ex-secretários do Tesouro americano Henry Paulson e Robert Rubin, entre outros, o documento "Risky Business" (Negócio arriscado, em tradução literal) destaca que o custo de adiar uma política americana para o aquecimento global vai variar, segundo a região.

Com base nas tendências atuais, entre US$ 66 bilhões e US$ 106 bilhões em propriedades à beira-mar ficarão submersas até 2050, um prejuízo que pode chegar a US$ 507 bilhões até 2100, advertiram os autores do informe. Os piores prognósticos são para a costa leste e para o litoral do Golfo do México.

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Além disso, o calor mais extremo vai pesar na economia. Em meados do século, estima-se que o americano médio viverá entre 27 e 90 dias acima dos 35ºC a cada ano, duas ou três vezes mais do que a média dos últimos 30 anos.

Essa mudança afetará a produtividade na construção, na agricultura e em outras atividades ao ar livre. O impacto será pior no sudoeste, no sudeste e em setores norte do Meio-Oeste, onde explodirá a demanda por ar condicionado.

Segundo o documento, dias mais quentes também poderão afetar o rendimento anual de 50% a 70% das colheitas de milho, de algodão, de soja e de trigo no sudeste do país, nas Grandes Planícies e no Meio-Oeste, sobretudo.

O impacto poderá afetar, especialmente, os pequenos produtores, acrescentou o informe, apresentado por Paulson, pelo ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg e pelo ativista multimilionário Thomas Steyer.

"As empresas americanas deveriam ter um papel ativo, ajudando o setor público a determinar qual é a melhor forma de reagir diante dos riscos e custos trazidos pelo aquecimento global e como definir regras que farão o país avançar em uma direção nova e sustentável", destacou o texto.

O informe recomenda que se implemente uma política nacional mais estrita para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e que se adotem medidas de adaptação ao aquecimento global. Não apresenta, porém, nenhuma proposta específica, ou debate sobre aspectos controversos, como o oleoduto Keystone.

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