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Investimentos estrangeiros diretos crescem 6% na América Latina Os investimentos aumentaram sobretudo pela compra do mexicano Grupo Modelo por parte da cervejaria belga Anheuser-Busch Inbev, por 18 bilhões de dólares

France Presse

Publicação: 24/06/2014 19:04 Atualização:

Cidade do México - O fluxo de investimentos estrangeiros diretos para América Latina e Caribe subiu 6% em 2013, sendo a América Central a região de maior crescimento, informou a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), nesta terça-feira (24/6), no México. Os investimentos estrangeiros na região aumentaram no ano passado "até alcançarem os 182 bilhões de dólares", disse em uma videoconferência de Genebra a especialista da Divisão de Investimentos de Empresa da Unctad, Stephania Bonilla-Féret, ao apresentar o capítulo latino-americano do relatório sobre os investimentos no mundo em 2014.

A funcionária ressaltou que a América Central foi a sub-região que mais captou recursos, 64% do total, o equivalente a 49 bilhões de dólares. Os investimentos na América Central e Caribe, onde a Unctad inclui o México, aumentaram sobretudo pela compra do mexicano Grupo Modelo por parte da cervejaria belga Anheuser-Busch Inbev, por 18 bilhões de dólares. As cifras latino-americanas fazem parte do crescimento mundial dos investimentos estrangeiros, de 9%, atingindo 1,45 trilhão de dólares. Segundo a Unctad, esse número pode chegar a 1,6 trilhão de dólares, em 2015, e a 1,8 trilhão de dólares, em 2016.

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"A fragilidade em alguns mercados emergentes e os riscos relacionados com a incerteza política e a instabilidade regional podem afetar negativamente a recuperação esperada", advertiu Bonilla-Féret. O Brasil continua sendo o país que mais recebe investimentos estrangeiros na região, mas, em 2013, registrou uma ligeira diminuição de 2%, recebendo 64 bilhões de dólares. Em segundo lugar está o México, que viu duplicados os seus montantes - em até 38 bilhões de dólares - pela operação do Grupo Modelo. Em seguida, aparecem Chile, Colômbia e Peru.

Devido a uma redução de investimentos em mineração, os fluxos para o Chile diminuíram cerca de 29%, ficando em 20 bilhões de dólares. Também foram reduzidos em 25% na Argentina, para 9 bilhões de dólares, e aproximadamente 17% no Peru, para 10 bilhões de dólares. Já a Colômbia registrou crescimento de 8% no investimento estrangeiro, a 17 bilhões de dólares, como resultado da compra e da fusão de empresas nos setores de eletricidade e bancário. Sua vizinha Venezuela recebeu 119% a mais em investimentos, um montante de 7 bilhões de dólares, mas o informe não especifica o motivo do aumento.

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