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Promotor espanhol apela contra indiciamento por crime fiscal da irmã do rei

"Até o momento não se apresentou a participação de Dona Cristina de Borbón no suposto delito contra a Fazenda Pública imputado a seu cônjuge", escreveu o promotor

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postado em 26/06/2014 09:12

Franco Benites

Madri - Um promotor do departamento anticorrupção espanhol apresentou nesta quinta-feira (25/6) um recurso de apelação contra o indiciamento por crime fiscal e lavagem de dinheiro que pode levar a julgamento a infanta Cristina, irmã do rei Felipe VI, denunciando uma "espiral inquisitiva".

"Até o momento não se apresentou a participação de Dona Cristina de Borbón no suposto delito contra a Fazenda Pública imputado a seu cônjuge", escreveu o promotor Pedro Horrach no recurso.

"Seguimos sem saber, portanto, que delitos concretos e fatos podem ser imputados a Dona Cristina de Borbón", completa o promotor, que sempre considerou insuficientes os indícios para o indiciamento da infanta.

Na quarta-feira (25/6), o juiz de instrução José Castro, do tribunal de Palma de Mallorca, concluiu uma etapa do de caso de suposta corrupção que abalou a família real espanhola e manteve o indiciamento da infanta Cristina.

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O indiciamento em dezembro de 2011 de Iñaki Urdangarin, de 46 anos, marido de Cristina investigado por suposto desvio de dinheiro público, e depois da infanta em janeiro passado, provocaram um escândalo que contribuiu para derrubar a popularidade do rei Juan Carlos, antes de sua abdicação em 2 de junho.

As consequências do chamado "caso Noos" constituem um dos primeiros problemas que o novo monarca Felipe VI deve enfrentar, depois de assumir o trono em 19 de junho. Na quarta-feira, a Casa do Rei limitou-se a expressar seu pleno respeito às decisões judiciais.

Ao encerrar uma investigação iniciada em 2010, o juiz José Castro decidiu manter acusados, entre 16 pessoas, Urdangarin e Cristina. Esta última por "dois supostos crimes contra a Fazenda Pública e um de lavagem de dinheiro".

A infanta afirma que ignorava as supostas atividades delitivas de Urdangarin. O promotor considera que na decisão do juiz Castro, ele desprezou "indícios de notável força exculpatória". Também classifica os argumentos do magistrado de "espiral inquisitiva alimentada por meras suspeitas".

Horrach denuncia "meras conjecturas" para o indiciamento, baseado em sua opinião em um "juízo de valor" segundo o qual "Dona Cristina de Borbón é culpada, não se sabe bem de quê".

A defesa de Cristina também pretende recorrer do indiciamento. A decisão final sobre o julgamento da infanta corresponderá à Audiência Provincial de Palma, uma instância superior.

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