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Professores do Colégio Pedro II decidem manter greve no Rio de Janeiro Entre as várias reivindicações, eles pedem a antecipação de 5% do reajuste salarial previsto para março de 2015

Agência Brasil

Publicação: 26/06/2014 17:30 Atualização:

Os servidores e professores do Colégio Pedro II decidiram nesta quinta-feira (26/6) em assembleia manter a greve, que começou no dia 17 de maio, até a reunião nacional da categoria no próximo final de semana. Das 14 unidades do colégio, apenas duas funcionam normalmente e duas parcialmente. A paralisação tem uma adesão de 80%, de acordo com o Sindicato dos Professores do Colégio Pedro II (Sindscope).

Os professores reivindicam a antecipação de 5% do reajuste salarial previsto para março de 2015; criação de uma data-base em maio para a categoria; investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação; regularização salarial dos novos professores que não recebem por titulação; e melhorias das condições estruturais dos campus do colégio.

O coordenador do Sindscope, Luiz Sérgio Ribeiro, disse que os servidores optaram pela paralisação por causa da do governo em atender às reivindicações da greve de 2012.

“Estamos encaminhando na semana que vem uma pauta interna para a reitoria e uma pauta externa, que negociamos diretamente com o governo federal. Quando terminamos a greve de 2012, foram criados grupos de trabalho para dar desdobramento a uma série de reivindicações que não foram atendidas. Iniciamos 2014 cobrando do governo o desdobramento desses grupos de trabalho e o governo manteve a posição deles que não nos atenderiam ao longo de 2014, só em 2016”, explicou.

No último dia 17, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, em liminar, o fim da greve dos servidores federais de educação. De acordo com o coordenador do sindicato, a decisão pode ser suspensa na segunda-feira (30), caso o governo não apresente propostas para iniciar o processo de negociação com os servidores.

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“Essa liminar é em relação aos docentes. A dos técnicos nós ainda não tomamos consciência. Ainda não recebemos essa liminar. Só quem recebeu foram os técnicos das universidades. Dos docentes, nós entramos com recurso. O conteúdo dessa liminar é justamente esse, que nós descumprimos o acordo dos docentes, que nós não respeitamos os serviços essenciais. Nós respondemos que nós não descumprimos o acordo, porque não assinamos. Estamos respeitando os serviços essenciais, tanto que a reitoria funciona”, completou.

Os servidores do Colégio Pedro II estão em greve desde o dia 17 de maio. Cerca de 10 mil alunos da instituição estão sem aulas. Em nota, a reitoria do colégio informou que aguarda o posicionamento do Ministério da Educação para adotar procedimentos em relação a greve.

Até o fechamento desta matéria, o Ministério de Planejamento não respondeu ao questionamento da Agência Brasil sobre a negociação com os servidores federais.

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