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Juiz nega pedido da Argentina e mantém pagamento a fundos abutres O juiz informou que a ordem de pagar aos fundos especulativos não entra em vigor a menos que o país pague aos detentores de títulos reestruturados

Agência Brasil

Publicação: 26/06/2014 19:00 Atualização:

O juiz federal norte-americano Thomas Griesa negou nesta quinta-feira (26/6) o pedido do governo argentino para suspender a sentença que obriga o pagamento de US$ 1,3 bilhão aos fundos abutres, que compraram títulos podres e contestam o acordo de reestruturação da dívida soberana do país após o calote de 2001.

Em despacho, o juiz informou que a ordem de pagar aos fundos especulativos não entra em vigor a menos que o país pague aos detentores de títulos reestruturados. Ele destacou ainda que um mediador foi nomeado para o caso e acrescenta. “Este tribunal entende que as renegociações [entre a Argentina e os fundos abutres] incluirão o manejo de futuros pagamentos dos papéis reestruturados”, acrescentou.

Hoje, o governo argentino depositou US$ 1 bilhão em um banco de Nova York para pagar parte do que o país deve aos 93% dos credores que aceitaram a renegociação entre 2005 e 2010. Na segunda-feira (30/6), vence uma parcela de US$ 900 milhões. De acordo com o ministro da Economia, Axel Kicillof, a Argentina decidiu antecipar o pagamento e depositar mais que a parcela devida para mostrar a intenção do país em honrar os compromissos.

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O dinheiro depositado, no entanto, poderá ir para os fundos abutres, que compraram títulos podres e pedem, na Justiça, o recebimento da totalidade sem desconto. Isso ocorrerá por causa da sentença do juiz norte-americano em vez dos credores que aceitaram a reestruturação, que prevê desconto de 60% do total devido.

Além desse grupo, que ganhou na Justiça o direito de cobrar US$ 1,3 bilhão, existem outros credores (que representam 6% do total) – a maioria com ações na Justiça. Se todos ganharem, a Argentina teria que desembolsar US$ 15 bilhões – mais da metade das reservas no Banco Central, o que seria inviável para a economia do país, segundo admite o governo.

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