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Emissão de títulos faz Dívida Pública Federal subir R$ 70 bilhões em maio

Apesar da alta em maio, a DPF está abaixo das previsões do Tesouro

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postado em 30/06/2014 16:58

Agência Brasil

A emissão de títulos prefixados fez a Dívida Pública Federal (DPF) registrar forte alta em maio. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida fechou o mês passado em R$ 2,13 trilhões, com alta de R$ 70,3 bilhões (3,43%) em relação a abril.

A dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna subiu de R$ 1,96 trilhão para R$ 2,03 trilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro emitiu R$ 51,2 bilhões em títulos a mais do que resgatou e reconheceu R$ 18,8 bilhões em juros. O reconhecimento se dá porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.

A dívida pública externa encerrou maio em R$ 93,22 bilhões, com leve alta de 0,35% em relação ao valor de abril, quando tinha atingido R$ 92,9 bilhões. Contribuiu para o aumento a valorização de 0,13% do dólar no mês passado.

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O principal fator que fez a dívida pública subir em maio foi o elevado volume de emissão de títulos. Apenas em maio, R$ 59,25 bilhões foram emitidos. A maior parte, R$ 42,08 bilhões, correspondeu a títulos prefixados (com juros fixos definidos com antecedência).

A alta da DPF é típica do segundo mês de cada trimestre por causa das emissões de títulos prefixados, para substituir os papéis que venceram no mês anterior. Dessa forma, a Dívida Pública Federal costuma registrar queda no estoque em janeiro, maio, julho e outubro. No entanto, sobe nos meses seguintes.

Apesar da alta em maio, a DPF está abaixo das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver os dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

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