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Aumentos na energia chegam a 30% e já superaram a redução média anunciada

A medida do governo Dilma foi considerada eleitoreira e intervencionista pelo mercado

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postado em 02/07/2014 06:01 / atualizado em 02/07/2014 08:22

Simone Kafruni



Desde que sofreu intervenção do governo, em 2012, o setor elétrico acumula R$ 45 bilhões represados, defasagem que pode representar até 30% de reajuste na conta de luz dos consumidores no ano que vem. Em 2014, os aumentos já atingiram 40 milhões de brasileiros e, em alguns casos, chegaram a 30%, percentual superior ao desconto alardeado pelo governo, de 20%, numa medida considerada eleitoreira e intervencionista pelo mercado. Especialistas apontam que a fatura de energia elétrica, que compromete 3% do orçamento familiar, vai contribuir para que a inflação estoure o teto da meta do Banco Central (BC), calculado em 6,5%.

Não foi só o governo federal que politizou as intervenções no setor elétrico. A conta de luz continua norteando ações que buscam apenas vantagens nas urnas, e os governos estaduais também estão usando o setor como ferramenta eleitoral. A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um reajuste de 32% e recebeu autorização para majorar suas tarifas em 35% em média. No entanto, o governador do Paraná, Beto Richa, pediu efeito suspensivo do reajuste, mesmo o governo estadual sendo acionista majoritário da Copel.

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A concessionária paranaense perdeu a recomendação do mercado justamente pela intervenção. O analista da Ativa Corretora Lucas Marins afirma que não recomenda os papéis porque o reajuste nas tarifas da Copel seria primordial para reduzir a pressão sobre o capital de giro da companhia. “Os papéis não são recomendados desde o ano passado, quando ocorreu a mesma coisa. Acreditamos que, a exemplo do que aconteceu em 2013, haverá um reajuste, porém, menor do que o aprovado pela Aneel.”

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