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Varejo registra queda nas vendas, mas comércio popular e bares faturam De acordo com o economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Fabio Bentes, para cada feriado, há perda de 9,2% na lucratividade na comparação com um dia normal

Agência Brasil

Publicação: 03/07/2014 14:04 Atualização:

Os torcedores brasileiros e estrangeiros esquentam as vendas em bares e em lojas de enfeites e de televisores durante a Copa do Mundo, que chega nesta quinta-feira (3/7) ao 22º dia. Já os outros segmentos do comércio estimam perdas com a realização do torneio, devido aos feriados, que deixam as ruas vazias, e desviam a atenção dos consumidores para os jogos.

De acordo com o economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Fabio Bentes, a Copa do Mundo deve movimentar R$ 863 milhões em vendas no varejo, principalmente eletroeletrônicos e artigos de uso pessoal, como camisetas. “Os televisores estão 44% mais baratos que na última Copa. Há um apelo pelo consumo de televisor. Se as taxas de juros não estivessem tão altas, poderia chegar a movimentar perto de R$ 1 bilhão com a Copa”, destacou o economista. “Outros segmentos não ganham e alguns até perdem. O problema é que foram decretados feriados em diversas cidades do Brasil e isso afeta a lucratividade”, disse Bentes.

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Para cada feriado, há perda de 9,2% na lucratividade na comparação com um dia normal, explica o economista. Esse percentual representa perdas diárias de cerca de R$ 600 milhões. A redução nos lucros ocorre porque em dias de feriado o pagamento para quem trabalha é em dobro. “Normalmente, 16% das vendas são usados para pagar salários. Esse custo dobra com o feriado, o que pressiona a margem de lucro”, ressalta Bentes. “Também tem que ser considerado os valores dos salários pagos em cada cidade. No Rio de Janeiro e em São Paulo, onde os salários são mais altos, o efeito no lucro é maior”, completou.

No Rio de Janeiro, a estimativa do Clube dos Diretores Lojistas (CDLRio) é a de que as perdas cheguem a R$ 1,9 bilhão. A entidade acredita que o faturamento diário das lojas deve cair entre 50% e 70%.

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