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Inflação estoura o teto da meta pela 11ª vez e acumula alta de 6,52%

O pico de alta deverá ser registrado em setembro, um mês antes das eleições. O custo de vida baterá em 6,82% em 12 meses

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postado em 09/07/2014 06:09 / atualizado em 09/07/2014 08:53

Deco Bancillon

O brasileiro está sentindo no bolso o descuido do governo com a escalada dos preços. Mesmo que dados mensais apontem para uma leve desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que cedeu de 0,46% para 0,40% entre maio e junho, no acumulado em 12 meses, a situação é preocupante. A inflação cravou expansão de 6,52%, estourando o limite de tolerância, de 6,50%, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Foi a 11ª vez, em três anos e meio da administração Dilma Rousseff, que a carestia rompeu o teto da meta.

Pelas projeções da Gradual Investimentos, mesmo que o Palácio do Planalto assegure que a inflação deixou de ser um problema, o IPCA deverá romper por mais cinco meses, ainda em 2014, o limite de tolerância. Com isso, Dilma encerrará seu mandato sem nunca ter conseguido levar a carestia para o centro da meta, de 4,5%. O pico de alta deverá ser registrado em setembro, um mês antes das eleições. O custo de vida baterá em 6,82% em 12 meses.



Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Copa do Mundo fez disparar o valor das passagens aéreas e das diárias de hotel em junho. Somente esses dois itens responderam por metade da inflação de 0,40% do mês passado. Diante do aumento na demanda por serviços em meio ao Mundial, nem a deflação de 0,11% registrada pelos alimentos foi suficiente para segurar o IPCA.

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