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Após Copa do Mundo, agosto deve ser marcado por protestos de servidores Agora os servidores prometem retornar às ruas, agora embalados pelo descontentamento da população com a derrota humilhante do Brasil para a Alemanha

Vera Batista

Publicação: 09/07/2014 09:14 Atualização:

Integrantes da Polícia Federal devem encabeçar as reivindicações do funcionalismo por aumentos de salários (Antônio Cruz/Agência Brasil/26/2/14)
Integrantes da Polícia Federal devem encabeçar as reivindicações do funcionalismo por aumentos de salários


O governo federal conseguiu barrar protestos e manifestações durante a Copa do Mundo, por meio de liminares. Juízes de tribunais superiores, alinhados com o Executivo, impuseram pesadas multas, que vão de R$ 100 mil a R$ 500 mil por dia às representações sindicais mais aguerridas, e calaram a boca dos descontentes. De mãos atadas, os sindicatos entraram com recursos contra a “mordaça” e prometem retornar às ruas, agora embalados pelo descontentamento da população com a derrota humilhante do Brasil para a Alemanha. A meta é infernizar a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff em agosto, quando será fechada a proposta de Orçamento da União para 2015.

Os sindicatos prometem tirar os servidores do imobilismo. Mas o governo já avisou que não arredará pé, pois houve um acerto em 2012 que garantiu à categoria reajuste de 15,8%, dividido em três parcelas, a última delas a ser paga no ano que vem. Segundo um técnico que participa das mesas de negociação do Ministério do Planejamento relatou que “a forma superficial como os atuais sindicalistas agem está irritando o governo”. Por isso, o governo não pensou em duas vezes em recorrer à Justiça para evitar uma onda de paralisações durante a Copa do Mundo. Os alvos principais foram a Receita Federal e os funcionários do Ministério da Cultura.

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O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) recorreu da decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que proibiu, inclusive, operação padrão e operação meta vermelha (diminuição no ritmo de trabalho), programadas pelos funcionários do Fisco. No arrazoado, o Sindifisco ressaltou que a União usou a expressão “chantagem” com a intenção de “achincalhar e desmoralizar” a classe e destacou: “A postura do governo é vergonhosa, pois só promete e não cumpre; cria mesa de negociação e finge negociar, mas não sai das promessas e intenções”.

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Esta matéria tem: (6) comentários

Autor: eridan costa
Porque não voltam a trabalhar? Só querem aumento? Vai pedir alguma coisa para eles? | Denuncie |

Autor: MARCELO MASCARENHAS
O movimento mais injusto é dos Auditores Fiscais da Receita Federal, haja vista que são os mais bem pagos do Poder Executivo. O que será que eles querem? Ganhar mais do que os Ministros do STF? As castas criadas pelo LULA no Executivo não se contentam com R$ 25.000,00 mensais. | Denuncie |

Autor: MARCELO MASCARENHAS
Por favor, me respondam: o que tem haver o descontentamento com o futebol da seleção com reivindicações salariais?!... | Denuncie |

Autor: EVANDRO COSTA
Acho que a população deve ir para as ruas manifestar até as eleições para pedir melhorias na saúde, educação e segurança, eu quero esta lá. | Denuncie |

Autor: Denisar belvedere
Com o PT é assim: aos amigos, tudo, aos inimigos, os rigores da lei. | Denuncie |

Autor: Denisar belvedere
Em 2012, mais de 50 categorias de servidores entraram em greve por reposição salarial. Em nenhum momento o governo do PT negociou. Já com o MST foi diferente: fez quebra quebra em Brasilia, tentou invadir o STF, feriu mais de 20 policiais e no dia seguinte foi recebido pela Dilma. | Denuncie |

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