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Argentina acusa fundos especulativos de 'mentiras, insultos e extorsão'

Depois da moratória de 2001, a Argentina fez duas operações de reestruturação, em 2005 e 2010, com adesão de quase 93% dos credores. Os 7% restantes passaram a exigir a cobrança integral nos tribunais

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postado em 09/07/2014 17:48

France Presse

O governo da Argentina insistiu em suas críticas aos fundos especulativos que venceram a disputa nos tribunais dos Estados Unidos, ao denunciar suas "mentiras, insultos e extorsão" em um aviso pago publicado nesta quarta-feira na imprensa norte-americana.

Os fundos, reunidos no grupo American Task Force Argentina (ATFA), publicaram na terça-feira em vários jornais dos EUA uma nota de uma página inteira descrevendo os "mitos" nos argumentos do governo, que acusa os fundos especulativos de estarem empurrando o país para uma nova moratória.

"A ATFA publicou um aviso na imprensa internacional, repleto de mentiras, insultos e extorsões contra a Argentina", respondeu o governo de Cristina Kirchner em uma nota de uma página no jornal The Washington Post.

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Em seu novo informe, o segundo consecutivo em dois dias na imprensa americana, a Argentina lembrou que depositou 832 milhões de dólares para pagar no dia 30 de junho aos credores que participaram da reestruturação da dívida soberana do país. Parte desses pagamentos foram bloqueados por decisão do juiz Thomas Griesa.

Nesse sentido, o texto questiona a interpretação dos fundos especulativos sobre o conceito de "default", argumentando que o país continua sendo solvente e que está disposto a realizar seus pagamentos.

"O sistema financeiro internacional deve encontrar um novo termo para definir a impossibilidade por parte dos credores de receber as somas a que têm direito legítimo e legal, pela interferência de terceiros atores", apontou o anúncio.

Depois da moratória de 2001, a Argentina fez duas operações de reestruturação, em 2005 e 2010, com adesão de quase 93% dos credores. Os 7% restantes passaram a exigir a cobrança integral nos tribunais.

A Argentina e esses fundos especulativos que rejeitaram a reestruturação da dívida mantêm negociações em Nova York, depois que o juiz condenou o governo argentino a pagar integralmente os bônus em poder deses grupos, que os compraram já em moratória.

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